São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mann defende alta de juros pelo Banco da Inglaterra diante de riscos à inflação

Integrante do MPC afirma que as condições financeiras no Reino Unido ainda não restringem suficientemente a economia.

Mann defende alta de juros pelo Banco da Inglaterra diante de riscos à inflação

A integrante do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, Catherine Mann, afirmou nesta quinta-feira, 1, que as condições financeiras reais no Reino Unido continuam insuficientemente restritivas. Para ela, a autoridade monetária terá de elevar a taxa básica de juros em algum momento.

Mann disse que a inflação britânica permanece acima da meta há cinco anos e que o conflito no Oriente Médio aumentou os riscos de alta dos preços. Nesse ambiente, as condições financeiras reais e nominais precisam continuar apertadas. A dirigente também lembrou ter votado por uma elevação de 25 pontos-base nas duas últimas reuniões do comitê.

A curva de juros do mercado passou a indicar mais de 100 pontos-base de aperto monetário nos próximos 12 meses. Já uma pesquisa do Banco da Inglaterra com participantes do mercado aponta para a manutenção prolongada dos juros, seguida de cortes. Na avaliação de Mann, a divergência entre os sinais revela um aumento dos prêmios de risco cobrados pelos investidores britânicos.

A integrante do comitê afirmou que o banco não pode depender apenas da alta dos yields nominais para restringir a política monetária. “Em algum momento, precisamos dar seguimento aos aumentos da taxa básica”, disse. Segundo Mann, a medida ajudaria a preservar a credibilidade da autoridade e evitaria a queda das expectativas para os juros, além de nova alta das expectativas de inflação.

Para a dirigente, elevar a taxa básica diante de riscos inflacionários crescentes pode contribuir para levar os preços de forma sustentável à meta de 2%, com menores perdas para a atividade. Ela acrescentou que a continuidade “esporádica” do conflito mantém elevadas as incertezas sobre a economia e os riscos para a inflação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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