O Banco da Inglaterra manteve a taxa básica em 3,75%, mas a ata da reunião indicou uma mudança no balanço de riscos: a inflação está mais sujeita a novas altas do que no encontro anterior.
A decisão foi aprovada por 6 a 3 no Comitê de Política Monetária. Megan Greene, Catherine Mann e Huw Pill defenderam uma elevação de 25 pontos-base, para 4%. Andrew Bailey, Sarah Breeden, Swati Dhingra, Clare Lombardelli, Dave Ramsden e Alan Taylor votaram pela manutenção.
A inflação ao consumidor alcançou 3,1% em agosto e, segundo o Banco da Inglaterra, deve continuar avançando nos próximos trimestres. A instituição relacionou a pressão à persistência do conflito no Oriente Médio e a uma nova alta dos preços de energia. A atividade econômica ficou “ligeiramente mais forte do que o esperado”, enquanto o mercado de trabalho continuou fraco.
Sinal de possível aperto
Andrew Bailey, presidente do banco central, afirmou que os preços de energia tiveram um “aumento relevante” desde julho. Ele disse que os riscos para a energia e para a inflação continuam direcionados para cima, embora ainda existam evidências muito limitadas de efeitos de segunda ordem.
Bailey acrescentou que, caso o conflito no Oriente Médio persista e os riscos se ampliem, a política monetária provavelmente terá de ser apertada.
Huw Pill, um dos três integrantes que defenderam a alta, avaliou que o impacto inflacionário do conflito ficou mais intenso e persistente do que o projetado em julho. Na avaliação dele, esse quadro elevou o risco de efeitos de segunda ordem, mesmo com uma atividade britânica mais resiliente. Pill afirmou que uma alta de 25 pontos-base representaria um sinal claro do compromisso do comitê com a estabilidade de preços.







