São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Mundo

Israel entra na disputa pelas Malvinas após ação argentina contra Navitas

Argentina prepara denúncia contra empresas ligadas à Navitas, enquanto Javier Milei amplia sanções e prevê reforço militar na região.

Israel entra na disputa pelas Malvinas após ação argentina contra Navitas

O ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que reconheça a soberania da Argentina sobre as Malvinas e imponha sanções ao Reino Unido. A declaração ocorreu depois de o governo argentino anunciar uma queixa-crime contra empresas ligadas à petrolífera israelense Navitas por operações sem autorização argentina nas ilhas, administradas pelo Reino Unido e reivindicadas por Buenos Aires.

Ben Gvir defendeu medidas contra Londres “enquanto a ocupação continuar” e acusou o Reino Unido de se apropriar de território e de recursos petrolíferos argentinos. As declarações não representam, até o momento, mudança na posição oficial de Israel sobre a soberania das ilhas. Horas antes, o ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, havia pedido a expulsão do embaixador britânico em Israel.

A queixa anunciada pela presidência argentina envolverá Navitas Petroleum Development & Production Ltd, Navitas Petroleum Atlantic United, Navitas Petroleum LP, JHI Associates Inc e Eco Atlantic Oil & Gas Ltd. Administradores, gestores, fiscais e representantes relacionados ao projeto também serão incluídos no processo.

A Argentina afirma que as empresas teriam recebido licenças do governo do Reino Unido para buscar e explorar hidrocarbonetos na Bacia Malvinas Norte, em desacordo com a legislação argentina. O governo já havia declarado clandestinas atividades petrolíferas na região em 2012 e apresentado uma denúncia semelhante em 2015. Em 2022, aplicou sanções diretamente contra a Navitas. Em dezembro de 2025, Javier Milei rejeitou formalmente a decisão de investir 1.808 milhões de euros para iniciar a produção.

O projeto Sea Lion

A Navitas controla 65 % do projeto Sea Lion, localizado a cerca de 220 quilómetros ao norte das Malvinas. A britânica Rockhopper detém os 35 % restantes. O campo está em desenvolvimento e tem previsão de iniciar a extração de petróleo em março de 2028.

Em comunicado conjunto divulgado antes do anúncio da queixa, Navitas e Rockhopper disseram operar com licenças legalmente concedidas pelo governo das ilhas e com apoio contínuo do Reino Unido. As empresas afirmaram não esperar atrasos no cronograma do projeto. Após o anúncio argentino, as ações da Rockhopper recuaram mais de 6 % na Bolsa de Londres.

Novas medidas de Milei

Milei anunciou na quinta-feira que pretende endurecer as sanções contra empresas petrolíferas que atuam nas Malvinas com licenças do governo local. Também informou que enviará ao Congresso um projeto para ampliar as punições a fornecedores dessas companhias e impedir que infratores firmem contratos com o Estado argentino.

O presidente confirmou ainda a retomada do projeto de construção de uma base naval em Ushuaia, a cerca de 700 quilómetros das ilhas. Nesta segunda-feira, instruiu o ministro da Economia, Luis Caputo, a priorizar a iniciativa no Orçamento de 2027, que o governo pretende enviar ao Congresso ainda este mês. O governo argentino afirmou que as medidas buscam reforçar a capacidade do Estado de defender seu território, proteger recursos naturais e preservar interesses estratégicos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5