São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Disputa pela sucessão deixa família real de Tooro sob restrições, diz rainha-mãe

Best Kemigisa afirmou que tropas cercaram o palácio após a escolha de um novo rei para o reino tradicional de Tooro.

Disputa pela sucessão deixa família real de Tooro sob restrições, diz rainha-mãe

A família real de Tooro, reino tradicional de Uganda, está impedida de deixar o palácio ou receber pessoas livremente em meio à disputa pela sucessão do rei Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV, morto no mês passado. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (10) pela rainha-mãe, Best Kemigisa.

Em comunicado, Best Kemigisa afirmou que tropas retiraram os guardas reais sem aviso e foram posicionadas ao redor do palácio. “Estamos sob prisão domiciliar”, declarou. A mãe do monarca também disse que estava sendo mantida contra sua vontade junto com outros integrantes da família real.

Oyo morreu nos Estados Unidos, onde recebia tratamento contra o câncer. Ele chegou ao trono aos três anos e governou Tooro durante 31 anos. O Guinness World Records o reconhecia como o monarca reinante mais jovem do mundo.

A crise se intensificou depois que um comitê de seleção do clã real Babiito anunciou, na quarta-feira (9), o príncipe Edward Rukidi Kijanangoma como sucessor do rei, que era seu primo.

A princesa Ruth Komuntale, irmã de Oyo, rejeitou a decisão. Ela apresentou um testamento que, segundo sua versão, foi escrito pelo rei em 2022 e indicava “um filho biológico” como herdeiro, sem identificar a criança.

Membros da elite de Tooro teriam decidido excluir esse possível herdeiro da votação porque não conheciam sua existência. No X, Andrew Mwenda, uma figura influente de Uganda originária de Tooro, questionou a possibilidade de um filho não reconhecido oficialmente assumir o trono e afirmou que o reino precisaria conhecer a mãe e seus antecedentes.

Uganda é uma república e reconhece oficialmente reis tradicionais, que exercem principalmente funções culturais e têm poder político limitado. O continente africano tem três monarquias soberanas — Essuatíni, Lesoto e Marrocos — além de outros países que reconhecem reinos tradicionais sem autoridade política.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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