Mais de mil drones foram lançados contra regiões da Rússia neste domingo, 20, em uma das maiores ofensivas aéreas registradas durante a guerra. O Ministério da Defesa russo informou ter abatido 1.100 aparelhos no país, além de drones sobre a Crimeia e o Mar Negro.
Na região de Moscou, o ataque matou duas pessoas e deixou mais de 20 feridos, conforme as autoridades locais. A Refinaria de Petróleo de Moscou foi atingida, e ao menos 11 pontos tiveram danos causados por drones ou destroços. Registros compartilhados nas redes sociais mostram colunas de fumaça na área.
O prefeito da capital, Sergei Sobyanin, classificou a ofensiva como a maior já realizada contra Moscou. Ele também afirmou que a ação buscava prejudicar a votação para a Duma Estatal, realizada no terceiro e último dia do processo eleitoral. Essa foi a primeira eleição parlamentar desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
“Esse ataque sem precedentes foi claramente planejado com o objetivo de interromper as eleições. O inimigo não teve sucesso”, disse Sobyanin.
A ofensiva provocou restrições nos aeroportos da capital. Quase 450 voos foram cancelados ou tiveram atrasos. No aeroporto de Sheremetyevo, mais de 30 voos foram cancelados e quase 250 sofreram atrasos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a operação empregou mísseis e drones contra estruturas de petróleo e logística. “Nossas ações de longo alcance tiveram um grande impacto na região de Moscou na noite passada”, escreveu no X. Segundo Zelensky, uma instalação da indústria petrolífera russa e outra de logística foram atingidas.







