A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (1) a missão Crew-13 rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). O foguete Falcon 9 partiu da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12:11 (horário de Brasília). A viagem até o laboratório orbital tem duração prevista de 8 horas.
A bordo da espaçonave Dragon estão Jessica Watkins e Luke Delaney, da NASA; Joshua Kutryk, da Agência Espacial Canadense (CSA); e Sergey Teteryatnikov, da Roscosmos. A Crew-13 corresponde ao 13º voo de rotação tripulada da Dragon e do Falcon 9.
A ISS orbita a Terra a uma altitude média de aproximadamente 400 quilômetros. Depois da chegada, a nova equipe passará por um período de transição com os integrantes da Crew-12. Na sequência, Jessica Meir e Jack Hathaway, da NASA, Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia (ESA), e Andrey Fedyaev, da Roscosmos, retornarão à Terra.
Pesquisas da missão
De acordo com a NASA, a Crew-13 investigará maneiras de manter as tripulações mais saudáveis, cultivar alimentos de forma confiável no espaço e validar tecnologias necessárias para missões no espaço profundo.
Em condições de microgravidade, os astronautas produzirão tecidos humanos a partir de células-tronco. O material poderá apoiar o estudo de doenças, o desenvolvimento de tratamentos personalizados e, no futuro, testes de medicamentos para doenças cardíacas e Parkinson.
A equipe também analisará fatores individuais associados a anormalidades do fluxo sanguíneo no espaço e testará um dispositivo de diagnóstico em voo para monitorar a saúde dos astronautas. Outra frente será a produção de alimentos para missões espaciais de longa duração, com um sistema de cultivo quase autônomo e vegetais plantados em bolsas instaláveis em diferentes pontos da estação.
Estação Espacial Internacional
Pessoas vivem e trabalham continuamente na ISS há mais de 25 anos. A primeira tripulação, formada pelo astronauta americano William Shepherd e pelos cosmonautas russos Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev, entrou no laboratório orbital em 2 de novembro de 2000. Desde então, a estrutura permanece habitada, com até 13 pessoas ao mesmo tempo.
A estação funciona como um laboratório de microgravidade para pesquisas sobre células, fluidos e materiais. Estudos realizados a mais de 400 km de altitude também investigam aplicações relacionadas a doenças como Alzheimer e osteoporose, além de filtragem de água e cultivo de alimentos.
O plano é encerrar as operações da ISS por volta de 2030, com uma reentrada controlada na atmosfera terrestre planejada para a próxima década.







