SANTA MARTA — O governo da Colômbia enviou tropas do Exército e reforçou o policiamento em Santa Marta nesta terça-feira, 22, após ataques contra estabelecimentos comerciais e incêndios em caminhões nas vias urbanas. A ordem partiu do presidente Abelardo de la Espriella.
A mobilização ocorreu depois de uma operação de segurança que, segundo o presidente, matou um coordenador das Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN) e outros 12 integrantes do grupo. A organização tem raízes paramilitares e atua no controle de rotas de tráfico de drogas e na cobrança de extorsão no Caribe colombiano.
A influência atribuída à ACSN se estende da Sierra Nevada de Santa Marta até o departamento de La Guajira, próximo à fronteira com a Venezuela. Após a operação, bairros da cidade ficaram vazios diante do temor de um “paro armado”, expressão usada para descrever restrições impostas por grupos criminosos ao comércio e à circulação.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram homens armados em motocicletas atirando contra lojas abertas e veículos em chamas bloqueando o tráfego. Em pronunciamento gravado, De la Espriella afirmou que os criminosos pretendiam incendiar parte do Caribe, começando por Santa Marta, e que haviam ameaçado comerciantes, moradores e transportadores.
Horas depois, o presidente anunciou: “Ordenei, como presidente da República, que Santa Marta seja militarizada”.
Reforço nas áreas comerciais
De acordo com um porta-voz da Polícia Nacional, unidades especializadas no combate à extorsão e tropas de elite começaram a atuar nas zonas comerciais na tarde de terça-feira. Contingentes do Exército também foram deslocados para a rodovia que liga Santa Marta ao departamento de La Guajira.
No cargo desde agosto, De la Espriella defende uma política de confronto com organizações ligadas ao narcotráfico, à mineração ilegal e à extorsão. Ele descarta negociações com grupos armados e tem apoio declarado dos Estados Unidos e de Israel.
O governo realizou três bombardeios contra facções na Amazônia e na fronteira com a Venezuela. As ações deixaram ao menos 42 mortos, incluindo seis menores de idade, conforme balanço divulgado em setembro.







