Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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Cambridge abre revisão sobre gestão do caso que envolveu Jason Arday

Universidade fará duas etapas de análise após a morte do professor britânico, que deixou o cargo em meio a acusações de plágio e assédio.

Cambridge abre revisão sobre gestão do caso que envolveu Jason Arday
Foto: Royal Borough of Greenwich via Y/Reuters

A Universidade de Cambridge anunciou uma investigação independente sobre as decisões e ações tomadas no período que envolveu o professor britânico Jason Arday, encontrado morto em uma residência no sul de Londres. Arday havia deixado o cargo após acusações de plágio e uma campanha de assédio nas redes sociais e na imprensa.

A vice-reitora Deborah Prentice afirmou que a revisão buscará identificar falhas e pontos que precisam ser aprimorados. A primeira etapa terá duração de três meses e avaliará as medidas de intervenção e proteção disponíveis na universidade para situações como a enfrentada por Arday. O trabalho será liderado por Nazer Afzal, ex-procurador-chefe da Coroa para o noroeste da Inglaterra e atual reitor da Universidade de Manchester.

A segunda fase examinará os processos e as práticas adotados pela instituição. Entre os temas previstos estão o recrutamento, a mentoria e o apoio a professores seniores, além da resposta a alegações de má conduta em pesquisas. Um auditor externo e um painel de especialistas serão nomeados para essa etapa, que terá seis meses.

Cambridge informou que divulgará um resumo das conclusões, recomendações e medidas adotadas ao fim de cada fase. “A revisão levantará questões difíceis e fará recomendações sobre o que poderíamos ter feito melhor”, disse Prentice.

Acusações e campanha pública

Arday tinha 41 anos e ocupava uma cadeira de Sociologia da Educação. Em 2023, aos 37 anos, tornou-se o professor negro mais jovem da história de Cambridge, nomeação apresentada na época como um marco progressista.

Ele e a família disseram que foram alvo de uma campanha intensa depois que o acadêmico Nathan Cofnas publicou em seu blog alegações de que uma parte significativa da tese de doutorado de Arday continha trechos copiados de outros autores. O material teria sido identificado após a submissão da tese a um software de detecção de plágio.

Arday atribuiu a campanha a “motivações raciais” e afirmou ter se tornado alvo de críticas por suas políticas de diversidade, equidade e inclusão nas universidades. Em julho de 2024, o Emmanuel College, ligado a Cambridge, expulsou Cofnas, alegando que seus escritos conflitavam com os valores de diversidade da instituição.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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