VIACHA — Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, entre civis e militares, após explosões no Centro de Manutenção Geral RAM-2 “Bolívar”, uma instalação militar localizada em Viacha, na Bolívia. Sete pessoas continuavam desaparecidas durante as operações de busca, informou o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano.
O incidente ocorreu na sexta-feira, em uma área onde havia material pirotécnico armazenado. Segundo Justiniano, a primeira explosão envolveu pólvora negra. Uma segunda detonação, descrita pelo ministro como “muito maior”, ainda era investigada. As causas, as condições de armazenamento e eventuais responsabilidades deveriam ser apuradas em uma investigação aberta após o episódio.
Viacha fica a cerca de 30 quilómetros de La Paz, capital administrativa boliviana. A explosão ocorreu por volta das 14:30, provocou uma coluna de fumo negro no centro da cidade e foi registrada em vídeos feitos por moradores. As imagens foram divulgadas por meios de comunicação locais.
Os feridos receberam atendimento em vários centros médicos de Viacha. Equipes de socorro realizavam buscas e verificações nos escombros para localizar as pessoas desaparecidas e avaliar a situação no local.
O ministro afirmou que as informações iniciais sobre as vítimas precisavam ser confirmadas antes da divulgação de um balanço definitivo. Em declarações públicas, Justiniano disse: “O mais importante esta noite é proteger as pessoas, socorrer os feridos, prosseguir a busca por aqueles que ainda não foram encontrados e garantir que as famílias só regressem a casa quando as condições forem seguras”.
As autoridades também orientaram que as famílias aguardassem o restabelecimento das condições de segurança antes de voltar para casa. A investigação deverá esclarecer a sequência das explosões e as circunstâncias do armazenamento do material pirotécnico.








