O Exército de Israel voltou a atacar o sul do Líbano depois que o Hezbollah lançou um drone contra soldados israelenses. Os ataques deixaram três mortos e 23 feridos, informou o Ministério da Saúde libanês. Entre os feridos estão paramédicos, mulheres e crianças.
Uma casa na vila de Rmadiyeh, nos arredores de Tiro, também foi atingida. O local abriga pessoas deslocadas de outras áreas do sul do país, e quatro pessoas ficaram feridas, de acordo com uma fonte dos serviços de resgate.
As forças israelenses bombardearam ainda alvos em outras regiões do sul do Líbano, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano. O Hezbollah não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Desde 2 de março, os ataques israelenses mataram mais de 4.300 pessoas no Líbano, conforme as autoridades do país. O conflito entre Israel e o Hezbollah já provocou mais de 4.300 mortes, segundo o governo libanês.
Israel intensificou a ofensiva depois de anunciar, na noite de quinta-feira, o controle da crista montanhosa de Ali Taher. A posição é considerada estratégica para o Hezbollah, movimento xiita apoiado pelo Irã que, entre outras áreas, domina Nabatiyeh.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o Exército reforçará suas posições na área para “impedir que o inimigo retome posições na área”.
Apesar do acordo-quadro entre Líbano e Israel, celebrado em 26 de junho, Israel mantém ataques e bombardeios esporádicos no sul libanês, onde ocupa uma faixa de fronteira de cerca de 10 quilômetros. O acordo foi firmado paralelamente ao entendimento entre Estados Unidos e Irã.
Na sexta-feira, o coordenador humanitário da Organização das Nações Unidas para o Líbano, Imran Riza, afirmou que as famílias que retornaram a Nabatiyeh enfrentam destruição generalizada, falta de serviços básicos e insegurança persistente. A declaração foi feita na rede social X após uma visita ao local.







