Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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AfD inicia conversas para governar região do leste alemão

Partido obteve quase 44% dos votos em Saxônia-Anhalt e precisa de três cadeiras para formar maioria no Parlamento regional.

AfD inicia conversas para governar região do leste alemão

A Alternativa para a Alemanha (AfD) iniciou nesta segunda-feira (7) conversas com outros partidos para formar o governo de Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha. A legenda de extrema direita conquistou quase 44% dos votos, contra 17% da União Democrata Cristã (CDU), que comandava a região até agora.

A votação representa uma derrota para os conservadores da CDU, que governam o país sob a liderança do chanceler Friedrich Merz. A AfD precisa de três cadeiras para obter maioria absoluta no Parlamento regional. O líder local, Ulrich Siegmund, pode buscar apoio da CDU ou contar com respaldo, ao menos tácito, da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), legenda de esquerda pró-Rússia.

Siegmund, de 35 anos, prometeu endurecer a política migratória, acabar com a obrigatoriedade de frequentar a escola e alterar o conteúdo da disciplina de História nos colégios. Na avaliação dele, o ensino é excessivamente concentrado na culpa da Alemanha pelo período do Terceiro Reich.

Repercussão na Alemanha e na Europa

A AfD não governa nenhuma região alemã desde 1945. O resultado ocorreu em uma área empobrecida do antigo leste comunista, onde o partido explorou a nostalgia pela Alemanha Oriental e o ressentimento com a desigualdade em relação ao oeste, décadas depois da queda do Muro de Berlim em 1989.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que a ameaça extremista avança na Europa e no mundo, em parte pela rendição da direita tradicional. A Suécia realizará eleições em setembro, enquanto França, Espanha e Itália terão pleitos em 2027.

Na França, onde o Reagrupamento Nacional lidera as pesquisas para a eleição presidencial de abril de 2027, aliados de Emmanuel Macron defenderam que partidos moderados de centro, esquerda e direita apoiem um único candidato contra Marine Le Pen. Nos Estados Unidos, Richard Grenell e Elon Musk celebraram o desempenho da AfD.

Pressão sobre Friedrich Merz

A copresidente nacional da AfD, Alice Weidel, disse que a impopularidade de Merz se tornou um obstáculo para o desenvolvimento da Alemanha e afirmou que o partido pretende alcançar pelo menos 40% dos votos nas legislativas de 2029.

Merz declarou estar profundamente consternado com o resultado, mas disse que manterá o caminho das reformas e que tentará explicar melhor suas medidas. Ele chegou ao poder em maio de 2025, com promessas de endurecer a política migratória.

A representante da comunidade judaica alemã Charlotte Knobloch também reagiu ao resultado e afirmou que não imaginava que a extrema direita voltaria a vencer eleições no país.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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