São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

TST mantém exigência de 80% do efetivo durante greve nos Correios

Tribunal julga o dissídio coletivo na segunda-feira, enquanto empresa e sindicatos divergem sobre plano de saúde, reajuste e benefícios.

TST mantém exigência de 80% do efetivo durante greve nos Correios

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham 80% do efetivo em atividade em cada unidade durante a greve. A decisão considerou a essencialidade do serviço e o impacto da paralisação no período eleitoral de 2026, segundo o presidente da corte, ministro Vieira de Mello Filho.

O dissídio coletivo será julgado na segunda-feira (21), às 13h30, pelo TST. A paralisação dos funcionários ultrapassou uma semana e ocorre em todo o país.

A principal divergência está na mudança do plano de saúde. Os trabalhadores contestam a intenção dos Correios de deixar a condição de mantenedora e passar à de patrocinadora do CorreiosSaúde. Para a categoria, a alteração pode elevar custos e mensalidades para funcionários, aposentados e dependentes, além de representar perda de direitos trabalhistas.

Reajuste e benefícios

Os sindicatos rejeitaram a proposta inicial da empresa, que previa reajuste de 0,87%. A categoria reivindica recomposição compatível com a inflação acumulada e ganho real, sob o argumento de que a oferta ficou abaixo do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC).

Também estão entre as reivindicações o retorno do adicional tradicional de 70% sobre as férias e da remuneração de 200% pelo repouso ou feriado trabalhado. Os trabalhadores se opõem ainda à extinção de gratificações específicas, como as destinadas a motoristas, por quebra de caixa e o vale extra de Natal.

Em nota, a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que é difícil aceitar que outros assuntos ganhem destaque enquanto a categoria aguarda uma iniciativa concreta para retomar as negociações. A entidade citou a atenção dada pela empresa a uniformes, tecidos, tamanhos e procedimentos de entrega, enquanto a garantia do plano de saúde continua sem resposta, segundo a federação.

Os Correios informaram que mantêm os serviços em todo o país e adotam medidas para reduzir os impactos da paralisação, cuja adesão é parcial. A estatal citou a mobilização de empregados administrativos, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões.

A empresa orienta o acompanhamento das encomendas pelo site ou aplicativo. Em casos específicos, os clientes podem usar os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, o chat ou o serviço Fale Conosco.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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