São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Greve dos Correios chega à Justiça enquanto sindicatos ampliam mobilização

Estatal pediu ao TST que declare a paralisação abusiva; plano de saúde é o principal impasse nas negociações do acordo coletivo.

Greve dos Correios chega à Justiça enquanto sindicatos ampliam mobilização

A greve dos Correios será analisada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) depois que as tentativas de mediação não produziram acordo entre a empresa e os trabalhadores. Na noite de sexta-feira (11), a estatal apresentou pedido de dissídio coletivo e solicitou uma decisão urgente para declarar a paralisação abusiva e determinar a continuidade dos serviços.

A paralisação começou na noite de quinta-feira (10) e foi aprovada por tempo indeterminado após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelos Correios nas negociações do acordo coletivo. A Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) afirma que 35 assembleias aprovaram o movimento.

Plano de saúde é principal impasse

O plano de saúde para funcionários, aposentados e dependentes concentra a divergência. A empresa afirma que sua proposta preservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo, previa reajuste equivalente a 100% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) sobre salários e benefícios e mantinha a assistência médica.

Em comunicado divulgado neste sábado (12), a Findect orientou os funcionários a manter a greve e ampliar a mobilização a partir desta segunda-feira (14). A entidade informa que a paralisação envolve bases de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul, entre outras.

“Nossa luta é justa. Os trabalhadores não estão defendendo privilégios”, afirma a federação. Segundo a entidade, a mobilização busca garantir direitos e um plano de saúde acessível para trabalhadores, aposentados e dependentes.

Medidas operacionais

Os Correios dizem ter reforçado a operação para reduzir os impactos da paralisação. As ações incluem remanejamento de equipes, mobilização de empregados administrativos em atividades operacionais, reforço da frota e mutirões. A estatal afirma que as agências continuam abertas.

O processo judicial ocorre em meio à crise financeira da empresa. Os Correios registraram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e formalizaram pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados, dentro do plano de reestruturação financeira. O TST deverá avaliar a legalidade da greve e as reivindicações dos trabalhadores.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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