SÃO PAULO — O prazo final para reivindicar valores não sacados do antigo fundo PIS/Pasep termina em setembro de 2028. Até esta quarta-feira (30), porém, os pedidos garantem pagamento em 26 de outubro. A solicitação pode ser feita pelo aplicativo do FGTS ou em uma agência da Caixa Econômica Federal.
O saldo médio disponível é de R$ 2,8 mil por pessoa, conforme o governo. O valor varia de acordo com o período trabalhado e o salário recebido na época, e já considera a correção pela inflação.
Têm direito ao ressarcimento trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que participaram do fundo entre 1971 e 1988 e não retiraram os recursos. O fundo reunia valores do PIS e do Pasep desde 1975 e foi encerrado em 1988, quando deu lugar ao abono salarial atual.
Quem solicitar depois desta quarta-feira seguirá outras datas de pagamento. Pedidos realizados até 31 de outubro serão pagos em 25 de novembro; os feitos até 30 de novembro, em 28 de dezembro; e os registrados até 31 de dezembro terão pagamento em janeiro de 2027.
A consulta está disponível no site Repis Cidadão e no aplicativo do FGTS. Para acessar o Repis Cidadão, é necessário ter conta gov.br de nível prata ou ouro e informar o número do NIS, que é o mesmo do PIS. Herdeiros também podem fazer o saque, desde que apresentem a documentação exigida.
O crédito é depositado exclusivamente em conta individual na Caixa. Clientes com conta-corrente, poupança ou conta digital recebem nela. Para os demais, o banco abre automaticamente uma poupança social digital, sem custo adicional, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
O patrimônio restante foi transferido para o FGTS após a extinção oficial do fundo, em 2020. O reembolso é feito conforme calendário do Ministério da Fazenda e não se confunde com o abono salarial anual. Após setembro de 2028, os recursos serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.
A Caixa atende pelo Caixa Cidadão, no 0800 726 0207; pelo SAC, no 0800 726 0101; para deficientes auditivos ou de fala, no 0800 726 2492; e pela Ouvidoria, no 0800 725 7474.








