POÇOS DE CALDAS — O Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR), da Viridis Mineração, deverá iniciar a operação ao fim de 2028. Antes disso, a implantação da planta industrial do Projeto Colossus está prevista para começar no primeiro trimestre de 2027, conforme o cronograma informado pelo BNDES.
O banco aprovou R$ 77,5 milhões para a instalação do centro em Poços de Caldas (MG). A operação será realizada pelo programa BNDES Mais Inovação, com foco em uma unidade de escala piloto para produzir Carbonato Misto de Terras Raras e aperfeiçoar tecnologias de processamento de argilas iônicas encontradas na região.
O CPTR corresponde à etapa inicial do Projeto Colossus e também terá atividades de validação tecnológica da rota de processamento. A iniciativa foi escolhida em uma chamada pública do BNDES e da Finep lançada em 2025, voltada a projetos da cadeia de minerais estratégicos associados à transição energética e à descarbonização.
Estrutura financeira
O diretor-geral da Viridis, Rafael Moreno, afirmou que o financiamento tem prazo de 16 anos e custo indicativo atual de cerca de 4,8%. Para ele, a condição representa uma alternativa de captação atrativa. O executivo disse ainda que os recursos aprovados se somam a US$ 154 milhões levantados pela empresa com capital próprio e ajudam na busca do financiamento sênior restante para o Colossus.
A Viridis Mineração é subsidiária integral da australiana Viridis Mining and Minerals. A companhia detém 100% dos direitos de pesquisa e lavra do Projeto Colossus IAC (Ionic Adsorption Clay), em Poços de Caldas. Segundo a empresa, o depósito está entre os mais promissores de argilas iônicas fora da Ásia e contém terras raras pesadas.
“É um investimento voltado para o fomento da produção nacional de terras raras”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Em nota, ele também associou o projeto ao desenvolvimento do ecossistema de inovação local e da cadeia nacional de fornecedores, além da geração de empregos qualificados.







