A projeção do Banco Central para a inflação de 2028 não mudou: a chance de o índice superar o teto da meta permanece em 16%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso continua em 12%. Para 2027, porém, houve piora nas duas pontas do intervalo: a possibilidade de superar o teto subiu de 28% para 33%, e a de ficar abaixo do piso caiu de 6% para 4%.
O Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira, 24, também mostrou aumento no risco para 2026. A estimativa de que a inflação ultrapasse o teto, de 4,50%, passou de 79% para 90%. A probabilidade de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar abaixo do piso, de 1,50%, permanece nula.
Desde 2025, a meta é contínua e considera o IPCA acumulado em 12 meses. O centro permanece em 3%, com margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. O Banco Central considera que o alvo foi perdido quando o índice fica fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.
O primeiro descumprimento ocorreu em julho do ano passado. Na ocasião, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o IPCA acumulado em 12 meses até junho havia alcançado 5,35%, acima do teto pelo sexto mês seguido.
No mesmo dia, o Banco Central enviou uma carta aberta ao então ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O documento projetava que a inflação acumulada em 12 meses cairia abaixo do teto ao fim do primeiro trimestre de 2026.








