Mari Saad afirmou que a disputa com a Mascavo, marca de beleza fundada por ela, envolveu a perda de acesso a informações operacionais e financeiras. A empresária disse que deixou de acompanhar dados sobre estoque, atendimento, faturamento e a estrutura empresarial do negócio.
Pelo acordo descrito por Mari, ela seria responsável por produto, marketing, comunicação e desenvolvimento, enquanto os sócios cuidariam da operação. Ainda assim, afirmou que deveria acompanhar a cadeia completa, da fábrica ao consumidor. Segundo ela, esse acesso foi sendo reduzido.
“Eu pedia os dados da operação e eles simplesmente não vinham. Quando vinham, era tudo pela metade”, relatou. Mari disse que precisava cobrar demonstrativos financeiros, que apresentavam inconsistências, e que enfrentava reuniões, promessas de ajustes e respostas que não chegavam.
A empresária também afirmou que a Mascavo passou a operar em uma estrutura ligada aos sócios de investimento, distribuída entre mais de dez empresas. De acordo com Mari, essa divisão dificultava a visualização completa da operação. Ela alegou ainda que os valores das vendas não eram depositados diretamente na empresa titular da marca, mas em contas ligadas aos sócios. As pessoas apontadas no processo como responsáveis pela estrutura, afirmou, sustentam judicialmente que não são suas sócias.
Reclamações sobre produtos
O conflito se agravou, segundo Mari, após reclamações sobre a embalagem da base da Mascavo. Ela disse que defendia a retirada dos lotes com defeito, a comunicação pública às consumidoras e a substituição dos produtos. “A cada cinco bases vendidas, uma volta com problema”, declarou.
Em resposta anterior a uma queixa de consumidora, a Mascavo informou que monitorava casos relacionados ao pump e considerava a variação compatível com os padrões esperados. A empresa também afirmou que atuava com fornecedores.
Mari declarou que decidiu recorrer à Justiça após tentar solucionar os impasses internamente. Ela permanece formalmente como sócia majoritária, mas afirmou que não associará mais seu nome ou sua recomendação pessoal a uma operação que, segundo ela, não controla.








