A inflação oficial caiu 0,32% em agosto, levando o IPCA acumulado em 12 meses a 4,22%. O resultado mantém o índice dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e perseguida pelo Banco Central (BC).
O sistema de metas contínuas tem objetivo de inflação de 3% e margem de 1,50% a 4,50%. Desde janeiro de 2025, a referência passou a ser a inflação acumulada em 12 meses, calculada mês a mês, e não apenas o resultado de dezembro de cada ano.
Alimentos pressionam o índice para baixo
Agosto foi o segundo mês consecutivo com o IPCA em 12 meses dentro da meta. A taxa estava em 4,44% em julho e havia alcançado 4,64% em junho, acima do limite de tolerância.
José Fernando Gonçalves, analista do IBGE, atribuiu o resultado principalmente à queda dos preços dos alimentos. “A alimentação é o grupo que mais pesa no IPCA. Então, isso contribui”, afirmou.
O grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,34% em agosto, depois de recuar 0,67% em julho. A alimentação no domicílio caiu 0,61%.
As maiores quedas foram observadas na batata-inglesa, com recuo de 19,89%, na cenoura, de 11,22%, na cebola, de 11,07%, e no tomate, de 10,94%. Também houve redução nos preços do ovo de galinha, de 4,15%, e do café moído, de 1,86%.
Combustíveis também recuam
Os combustíveis registraram queda de 0,91% em agosto e contribuíram para manter o IPCA dentro do intervalo perseguido pelo BC. O etanol caiu 3,95%, enquanto o óleo diesel recuou 0,80% e a gasolina, 0,59%.






