São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Filme sobre Bolsonaro prevê orçamento de R$ 134 milhões

Produção teria custo de US$ 24 milhões; Eduardo Bolsonaro disse que o valor é baixo para os padrões de Hollywood.

Dark Horse: filme sobre Bolsonaro tem orçamento maior que vencedores do Oscar
Foto: Divulgação

O filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, tem orçamento previsto de R$ 134 milhões, ou US$ 24 milhões. O valor supera o custo de produção de 15 dos últimos 20 vencedores do Oscar de melhor filme, segundo a comparação apresentada no material sobre a produção.

A estimativa foi defendida por Eduardo Bolsonaro em entrevista ao programa de Paulo Figueiredo. O ex-deputado afirmou que a quantia é baixa para os padrões de Hollywood e disse que o orçamento ainda não teria sido totalmente captado. “Você não faz um filme de 50 mil dólares com o Jim Caviezel”, declarou, ao mencionar o ator escolhido para interpretar o personagem principal.

Comparação com vencedores do Oscar

Entre os filmes premiados com orçamento inferior ao previsto para “Dark Horse” estão “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, com US$ 4 milhões; “Nomadland”, com US$ 5 milhões; “Anora”, com US$ 6 milhões; “Parasita”, com US$ 11,4 milhões; e “O Discurso do Rei”, com US$ 15 milhões.

Também ficaram abaixo da estimativa produções como “Birdman”, de US$ 18 milhões; “A Forma da Água”, de US$ 19,5 milhões; “Spotlight”, de US$ 20 milhões; e “Green Book”, de US$ 23 milhões. Já “Oppenheimer”, com US$ 100 milhões, e “Os Infiltrados”, com US$ 90 milhões, tiveram custos superiores.

Captação e contrato

A produção envolve o diretor americano Cyrus Nowrasteh e Jim Caviezel. Um áudio registra Flávio Bolsonaro cobrando do banqueiro Daniel Vorcaro recursos para financiar o projeto. O senador inicialmente negou a existência da gravação, mas depois confirmou que buscou patrocínio privado para o filme.

Flávio teria solicitado US$ 24 milhões a Vorcaro, e cerca de R$ 62 milhões teriam sido repassados antes da suspensão dos pagamentos. Documentos indicam ainda que Eduardo Bolsonaro assinou contrato como produtor-executivo. Ele afirmou que o acordo era provisório e antigo, além de negar contato com Vorcaro.

“Foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, disse Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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