O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu um compromisso fiscal permanente como condição para a redução dos juros a níveis “civilizados”. A proposta inclui revisar benefícios tributários ineficientes e combater privilégios no setor público e no empresariado.
Durante participação remota no Seminário Brasil Hoje, do Esfera Brasil, Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 prevê o primeiro superávit primário de uma sequência que deverá ser repetida nos anos seguintes. Para ele, a trajetória depende de transparência e de um ajuste contínuo nas contas públicas.
“O que devemos esperar para o futuro é um cenário fiscal mais organizado”, disse o ministro. Na avaliação de Durigan, a melhora do quadro fiscal tende a se refletir em juros menores e em um projeto de desenvolvimento baseado na atuação conjunta do Estado e do mercado.
O ministro também afirmou que o Estado deve investir nos setores estratégicos quando não houver apetite do mercado. Esses aportes, segundo ele, podem contribuir para a redução dos juros ao ampliar a cooperação entre as esferas pública e privada.
Durigan citou ainda as condições internacionais como fator de pressão sobre o custo de financiamento das dívidas soberanas e sobre a política monetária global. Estados Unidos, Reino Unido e Japão, afirmou, estão pagando juros para rolar suas dívidas em níveis que não eram observados havia muitos anos, em um ambiente de incertezas e pressões inflacionárias.
Embora tenha destacado que fatores como a guerra comercial e as decisões de bancos centrais estrangeiros estejam fora do controle do governo brasileiro, o ministro disse que o país precisa fortalecer sua credibilidade. “Melhorar o fiscal, dar força à economia, racionalizar o Estado e combater privilégios” deve ser um compromisso do governo e da equipe econômica, afirmou.






