São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Dólar sobe 0,44% e fecha a R$ 5,1254 em sessão de cautela política

Investidores reduziram posições de risco diante da decisão de Edson Fachin sobre o caso Master e da expectativa por pesquisa eleitoral.

Dólar sobe 0,44% e fecha a R$ 5,1254 em sessão de cautela política

A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de pedir a liberação total do sigilo das investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse pelo Banco Master aumentou a cautela nos mercados nesta sexta-feira, 11. O dólar à vista terminou o dia em alta de 0,44%, a R$ 5,1254, após atingir R$ 5,1330 na máxima e R$ 5,0709 na mínima.

O banco era controlado por Daniel Vorcaro, e a investigação envolve o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Investidores temeram novas denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante o fim de semana.

Também havia expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre a eleição presidencial. O levantamento poderia confirmar a ascensão do candidato do PL nas intenções de voto.

“Com essa confusão no STF, é melhor ter alguma proteção com exposição maior em dólar”, afirmou o operador sênior Fernando César, da AGK Corretora. Ele citou os atritos entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em torno do caso Master.

Inflação e juros

O estrategista-chefe da Sincra, Gustavo Cruz, afirmou que os dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos reforçaram a possibilidade de perda de valor do real. O CPI nos EUA veio em linha com as expectativas em agosto, mas o núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou um pouco além do esperado.

No Brasil, o IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, abaixo da mediana de -0,29% das estimativas do mercado financeiro. A leitura aumentou as chances de cortes de juros no país, enquanto o resultado do CPI consolidou a expectativa de alta pelo Federal Reserve.

O dólar recuou 0,11% na semana, 1,06% em setembro e 6,62% no ano. Em agosto, a moeda havia subido 2,16%.

Bolsa e curva de juros

O Ibovespa encerrou a sessão em baixa de 0,56%, aos 187.206,89 pontos, com giro financeiro de R$ 17 bilhões. Na semana, o índice acumulou alta de 1,11%; no mês, avançou 5,52%; no ano, 16,2%.

A cautela aumentou ao longo da tarde diante do risco de novas informações sobre a investigação envolvendo Flávio Bolsonaro e a determinação de Fachin para a retirada do sigilo do caso Master. Para Juan Lopes, trader da Meraki Capital, o mercado receou os possíveis impactos do caso sobre o senador.

Os juros futuros terminaram em leve alta. O contrato de DI para janeiro de 2027 passou de 13,586% para 13,585%. O vencimento de janeiro de 2029 encerrou em 13,835%, ante 13,831% no ajuste anterior. Para janeiro de 2031, a taxa subiu de 14,029% para 14,040%.

O economista-chefe do grupo CVPAR, Marcelo Fonseca, avaliou que houve redução natural de risco após vários dias de melhora nos ativos. Para ele, a eleição continua em aberto. Na plataforma Polymarket, o candidato da oposição aparecia com 52% de chance de vitória, dez pontos porcentuais à frente de Lula.

A sessão extraordinária do STF prevista para terça-feira, 15, tratará do procedimento em que Mendonça tornou públicas, em 1º de setembro, conversas suspeitas entre Alexandre de Moraes e Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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