São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Endividamento mundial avança mais de US$ 10 trilhões até junho de 2026

IIF aponta alta concentrada nos mercados emergentes e alerta para juros maiores, passivos sociais e expansão do crédito privado nos EUA.

Endividamento mundial avança mais de US$ 10 trilhões até junho de 2026

A dívida global ultrapassou US$ 365 trilhões no primeiro semestre de 2026, depois de crescer mais de US$ 10 trilhões, informou o Instituto de Finanças Internacionais (IIF) nesta quarta-feira, 23. Os mercados emergentes concentraram a maior parte do aumento, liderados pela China.

A dívida total desses países subiu US$ 6,5 trilhões e passou de US$ 110 trilhões. Apesar do avanço nominal do endividamento, o IIF avalia que a inflação reduziu a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB), produzindo uma melhora apenas aparente.

“A dívida global em proporção do PIB está em torno de 310%, cerca de 25 pontos percentuais abaixo do pico do início de 2021, mas essa dinâmica reflete principalmente o crescimento nominal mais alto”, afirmou o instituto no documento.

O custo de financiamento também aumentou. As despesas médias de captação dos governos do G7 estão no maior nível desde meados de 2008. Nos últimos doze meses, as economias avançadas desembolsaram mais de US$ 3,5 trilhões em juros sobre títulos públicos negociados internacionalmente.

O valor supera as estimativas globais de gastos com inteligência artificial, de US$ 2,6 trilhões; defesa, de US$ 3,1 trilhões; e energia, de US$ 3,4 trilhões.

Empresas e gastos públicos

Nos Estados Unidos, a dívida de empresas não financeiras alcançou US$ 24 trilhões, em um cenário de aumento das captações relacionadas à inteligência artificial. O crédito privado passou a representar mais de 5% da dívida corporativa não financeira em aberto no país.

O IIF também apontou pressões associadas aos gastos governamentais com saúde e ao crescimento das despesas com pensões públicas, impulsionado pelo envelhecimento da população. Segundo o instituto, esses fatores ampliam os passivos contingentes soberanos.

Entre os mercados emergentes, as condições externas foram descritas como ainda favoráveis, com emissão recorde de Eurobonds soberanos em 2026 e spreads de credit default swap (CDS) normalizados. O caso do Senegal no Common Framework permanece sob monitoramento.

O mercado de dívida ESG atingiu US$ 9 trilhões em meados de setembro de 2026, enquanto as emissões no ano ficaram acima de US$ 1 trilhão.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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