São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Digimais fecha semestre com Basileia negativa e patrimônio de R$ 330,9 milhões

Banco registrou prejuízo de R$ 581,4 milhões até junho, enquanto o índice de Basileia ficou em -4,62%, abaixo do mínimo regulatório.

Digimais fecha semestre com Basileia negativa e patrimônio de R$ 330,9 milhões

O Digimais encerrou junho com índice de Basileia negativo em 4,62%, abaixo do mínimo de 10,5% exigido pelo Banco Central. O indicador relaciona o capital da instituição aos empréstimos concedidos e é usado para medir a alavancagem do banco.

Os dados, informados pelo próprio Digimais e divulgados pelo BC por meio da plataforma IFData, mostram que o banco teve prejuízo de R$ 581,4 milhões no primeiro semestre de 2026. No mesmo intervalo de 2025, havia registrado lucro líquido de R$ 42,1 milhões.

A instituição tinha R$ 9,85 bilhões em ativos e R$ 9,5 bilhões em passivos. A carteira de crédito somava R$ 1,5 bilhão, enquanto títulos e valores mobiliários alcançavam R$ 3,19 bilhões. O patrimônio líquido totalizava R$ 330,9 milhões. Já o índice de imobilização era de 1.295,64%.

Venda em negociação

Após anos de problemas, o banco vinha buscando um comprador. Chegou a fechar um acordo com o BTG Pactual, com apoio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

A possível venda foi considerada uma alternativa à eventual liquidação do Digimais. Nesse cenário, os depósitos teriam de ser integralmente cobertos pelo FGC. Com a transferência para outra instituição financeira, a expectativa é de que as perdas do fundo sejam menores, mesmo com a necessidade de cobertura de parte dos passivos.

Operação Miragem

Em junho, o Digimais foi alvo da Operação Miragem, conduzida pela PF (Polícia Federal). A investigação apura possíveis irregularidades na instituição financeira de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão contra diretores, conselheiros e empresas ligadas ao banco. Procurado, o Digimais não se manifestou.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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