São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

PF convoca autoridades do BC e André Esteves em investigação sobre o Master

Gabriel Galípolo, Roberto Campos Neto, André Esteves e Ailton de Aquino foram chamados a depor como testemunhas por videoconferência.

PF convoca autoridades do BC e André Esteves em investigação sobre o Master

A Polícia Federal convocou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto, o banqueiro André Esteves e o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, para prestar depoimento como testemunhas no inquérito que apura a fiscalização do Banco Master, de Daniel Vorcaro. As audiências ocorrerão por videoconferência, mas o documento não informa as datas.

As intimações foram expedidas no início de agosto. O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025. O inquérito investiga suspeitas de que ex-servidores do Banco Central tenham atuado em favor dos interesses de Vorcaro dentro da instituição, inclusive com o repasse de informações sobre a fiscalização.

A investigação envolve Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização. As defesas dos dois negam que tenham adotado medidas para favorecer o ex-banqueiro.

Reações às convocações

Advogados de Campos Neto afirmaram que ainda não receberam a intimação. “A defesa de Roberto Campos Neto esclarece que jamais foi intimada e sequer tinha conhecimento da existência do alegado despacho de 3 de agosto”, disseram. Segundo a defesa, sem acesso ao documento não é possível confirmar sua existência, autenticidade ou conteúdo.

O BTG, banco de Esteves, informou que não irá se manifestar. O texto também registra que a instituição teria identificado uma fraude de R$ 32 bilhões no Master após encerrar uma investigação minuciosa sobre riscos e oportunidades de um investimento.

Ailton de Aquino já havia prestado depoimento à Polícia Federal em maio deste ano. Na ocasião, relatou que os dois ex-integrantes da cúpula do BC participaram de reuniões com a corporação sobre o caso antes de se tornarem alvos de suspeita. Aquino também descreveu um ambiente hostil no processo de decisão sobre o futuro do banco e afirmou que havia vazamentos intensos de informações. Segundo seu relato, ele e Galípolo não confiavam em ninguém naquele momento e já haviam decidido pela liquidação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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