São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Conflito no Oriente Médio leva Brent a US$ 101,55 e eleva temor sobre inflação

Barril de referência mundial superou US$ 100 após novos ataques envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados na região.

Conflito no Oriente Médio leva Brent a US$ 101,55 e eleva temor sobre inflação

A escalada dos confrontos no Oriente Médio levou o petróleo Brent ao maior valor desde 22 de maio. O barril, referência mundial, atingiu US$ 101,55 nesta quarta-feira, com alta de 3,71%, em meio a ataques envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados na região.

A cotação havia cruzado US$ 100 por volta das 4h15, no horário de Brasília, quando chegou a US$ 100,15. O nível não era alcançado desde 25 de maio, quando o barril estava em US$ 100,73. Às 12h30, o preço recuava para US$ 101,23, ainda com valorização de 3,38%.

No mesmo horário, o petróleo WTI, referência usada nos EUA, subia 3,60%, negociado a US$ 96,38. Para Kathleen Brooks, analista da XTB, a marca de US$ 100 pode pressionar as autoridades monetárias. “O patamar de US$ 100 é um nível psicológico que tem peso nos mercados”, afirmou.

Ataques ampliam risco para o transporte de petróleo

A Guarda Revolucionária do Irã informou ter atacado dez navios e lançado mísseis balísticos contra uma base na Jordânia usada pelas Forças Armadas dos EUA. A ação foi apresentada como resposta aos ataques americanos contra cinco petroleiros iranianos na terça-feira (8).

O Centcom, Comando Central das Forças Armadas dos EUA, divulgou um vídeo dos bombardeios e os classificou como reação a ofensivas iranianas realizadas na terça-feira. Nos dois dias anteriores, o Irã havia atacado duas vezes um navio de guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos. Autoridades americanas disseram que nenhum norte-americano ficou ferido.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou durante visita à Colômbia que o Irã perderia petroleiros caso continuasse tentando atacar embarcações da Marinha americana.

Segundo o braço militar do regime iraniano, os dez navios atingidos, dois deles norte-americanos, “tentavam atravessar uma área proibida e insegura” do estreito de Hormuz. Antes da guerra, a passagem concentrava 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O Irã também ameaçou atingir petroleiros nos portos do Kuwait e do Bahrein, conforme comunicado divulgado pela mídia estatal. Os houthis, aliados dos iranianos, atacaram cidades da Arábia Saudita na terça-feira e ameaçaram embarcações no Mar Vermelho, rota alternativa ao estreito de Hormuz.

Goldman Sachs, Bank of America e HSBC elevaram suas projeções para o preço do petróleo bruto nos últimos dias. As negociações para um acordo de paz estão praticamente estagnadas há três semanas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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