WUHAN — O Brasil apresentou os avanços do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) durante a abertura da China Carbon Market Conference de 2026, realizada na terça-feira (15/9), em Wuhan, na China. A agenda destacou o sistema como instrumento de desenvolvimento tecnológico e social e parte da transformação ecológica do país.
A Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério da Fazenda, participou do painel Two Lakes Dialogue. A secretaria apresentou a estratégia brasileira de combinar a descarbonização regulada com o desenvolvimento sustentável de longo prazo. A conferência reúne mais de 400 lideranças do governo chinês, além de representantes internacionais de governos, empresas e organismos multilaterais.
Em reuniões bilaterais realizadas paralelamente ao evento, a delegação brasileira tratou de mercados de carbono com representantes da China, da Indonésia e da Coreia do Sul. No encontro com Li Gao, vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, os países reafirmaram o apoio à Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono (OCCCM).
Brasil e China também avançaram em um Memorando de Entendimento sobre cooperação em mercados de carbono. A assinatura está prevista para a COP31, em novembro, na Turquia. A negociação decorre de compromissos firmados em junho, em Pequim, no âmbito da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).
Após a aprovação, na segunda-feira (14/9), do plano de trabalho quinquenal e da estrutura provisória do Secretariado da Coalizão Aberta, o Brasil convidou formalmente Indonésia e Coreia do Sul a ingressarem no grupo. As discussões incluíram o funcionamento dos mercados regulados, o intercâmbio de experiências e a cooperação para o cumprimento do Artigo 6 do Acordo de Paris, com foco em investimentos em indústrias sustentáveis dos países do Sul Global.
A agenda técnica do Ministério da Fazenda em Wuhan segue até 19 de setembro. Entre as atividades estão apresentações sobre mercados voluntários e critérios de integridade para compensações, além de uma missão de estudos, nos dias 17 e 18 de setembro, ao China Resources Group (CRC), para analisar registros e plataformas de negociação chinesas.







