São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Bolsas e matrículas redesenham o ensino superior nos Estados Unidos

Custos de até US$ 103.975 convivem com queda nas matrículas privadas e aumento da ajuda financeira.

Bolsas e matrículas redesenham o ensino superior nos Estados Unidos

As matrículas de graduação nos Estados Unidos avançaram 1,2% no último ano, mas o movimento foi concentrado em community colleges e universidades públicas. Enquanto essas instituições registraram crescimento, as faculdades privadas tiveram queda, em um cenário de custos elevados, restrições para estudantes internacionais e expansão das bolsas.

Nas community colleges, as matrículas subiram 3,0%; nas instituições públicas, 1,4%. Entre as faculdades privadas, a retração foi de 12% nas instituições com fins lucrativos e de 1,6% nas sem fins lucrativos, segundo o National Student Clearinghouse Research Center.

Custos e auxílio financeiro

O levantamento da Princeton Review mostra que pelo menos 16 instituições terão custo anual de seis dígitos no ano letivo de 2026-27, considerando mensalidade, taxas, moradia e outras despesas. A Duke aparece no topo, com US$ 103.975, seguida por University of Chicago, com US$ 103.821, e University of Southern California, com US$ 103.162.

Também estão na lista New York University, com US$ 100.998, e Georgetown, com US$ 100.864. Abaixo de US$ 100 mil ficam Brown, com US$ 99.994, Northwestern, com US$ 99.375, e Pepperdine, com US$ 99.258.

O custo publicado, porém, não corresponde necessariamente ao valor pago pelas famílias. Segundo a National Association of College and University Business Officers (Nacubo), o auxílio financeiro oferecido por faculdades privadas cobriu, em média, 57% do custo total do aluno neste ano acadêmico.

Entre as 16 instituições com preços anuais de seis dígitos, o valor médio das bolsas para calouros em 2026-27 varia de US$ 42.000 a US$ 79.000, de acordo com a Princeton Review. Para David Soto, diretor da organização, a comparação deve levar em conta as diferenças regionais e os recursos disponíveis para bolsas.

“Essa marca de US$ 100 mil pode ser bem chocante para algumas pessoas”, disse Soto.

Estudantes internacionais

As restrições migratórias acrescentaram outra barreira. Desde que Trump voltou à Casa Branca, novas medidas eliminaram o duration of status, que mantinha o visto válido enquanto o estudante tivesse vínculo com a instituição de ensino. As regras também limitam os vistos F-1 e J-1 a quatro anos, restringem agendamentos e incluem medidas direcionadas a países considerados hostis.

O Departamento de Estado informou no ano passado que o número de novos estudantes internacionais caiu 17% em relação ao ano anterior. A redução continuou neste ano: a Common App registrou queda de 10% no número de candidatos internacionais, a maior já registrada pela plataforma.

Ao mesmo tempo, universidades ampliaram bolsas para famílias de baixa renda. Harvard anunciou no ano passado que não cobraria tuition de alunos de famílias com renda anual de até US$ 200 mil. MIT, Yale e Penn State também adotaram a medida.

“Não descarte uma faculdade particular por causa do preço de tabela”, disse Kara D. Freeman, CEO da Nacubo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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