Um experimento com duas GeForce RTX 5060 Ti indica que o estágio de renderização neural do DLSS 5 pode ser transferido para uma segunda placa. Em um dos testes, a taxa de quadros passou de 69–71 FPS para 157 FPS, avanço de aproximadamente 127%. O resultado não significa, porém, que a instalação de duas GPUs dobre automaticamente o desempenho dos jogos.
O projeto Neural Coprocessor foi publicado no GitHub pelo desenvolvedor Marcelo Guibout. Seu principal componente, o MGPU Bridge, é um add-on para ReShade que cria um dispositivo Direct3D 12 na segunda placa. A GPU principal continua responsável pelo jogo, enquanto a outra recebe cada quadro já renderizado, executa a etapa neural e exibe a imagem em um monitor conectado diretamente a ela.
A proposta não divide a renderização entre as placas, como ocorria em arquiteturas associadas a SLI e CrossFire. O processamento tradicional permanece concentrado em uma GPU; apenas o pós-processamento neural é deslocado.
Resultados dos testes
As medições foram feitas em The Blood of Dawnwalker, a 1920 × 1080, com duas RTX 5060 Ti de 16 GB. O DLSS Super Resolution ficou ativado. A variável dos testes foi o local de execução do Neural Rendering do DLSS 5.
No modo Performance, o sistema alcançou 127–131 FPS sem a etapa neural. Quando ela foi executada na placa que processava o jogo, o resultado caiu para 59 FPS. Com o processamento transferido para a segunda RTX 5060 Ti, chegou a 106–107 FPS.
No modo Ultra Performance, a GPU principal registrou 69–71 FPS com Neural Rendering, contra 157 FPS na configuração com a segunda placa. Conforme as medições do projeto, a execução na GPU principal provocou redução de 36% a 59%, dependendo do modo. Na segunda placa, o impacto ficou entre 0% e 17%.
A NVIDIA descreve o DLSS 5 como uma etapa adicional de renderização neural orientada por informações tridimensionais. No experimento, essa carga é retirada do fluxo de renderização convencional para evitar a disputa pelos recursos da primeira GPU.
Limitações
O autor classifica o código como experimental. Os testes usaram apenas duas RTX 5060 Ti e um jogo, além de exigirem DirectX 12, ReShade compatível com add-ons e, na configuração recomendada, dois monitores.
O MGPU Bridge também não recebe diretamente vetores de movimento, dados de profundidade e máscaras do motor do jogo. O sistema trabalha principalmente com o quadro final e estima o movimento por fluxo óptico. A qualidade de imagem não foi avaliada formalmente.
A latência medida para cada passagem neural a 1080p na segunda GPU foi de cerca de 8,3 ms. O ganho próximo de duas vezes ocorreu com a segunda placa sem monitor conectado; nessa configuração, o throughput caiu 33%.







