São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Brasil

Ricardo Düren defende leitura e uso responsável da inteligência artificial em feira

Patrono da Feira do Livro de Vera Cruz falou sobre literatura, jornalismo, pesquisa histórica e formação de leitores durante roda de conversa.

Ricardo Düren defende leitura e uso responsável da inteligência artificial em feira

O escritor, jornalista e professor Ricardo Düren defendeu o incentivo à leitura e o uso responsável da inteligência artificial durante uma roda de conversa na Feira do Livro de Vera Cruz. O encontro ocorreu no sábado, 5, no Parque da Feira da Produção, com a participação dos escritores Mauro Ulrich, Cassionei Niches Petry, José Renato Ribeiro, Marli Silveira e Heloísa Poll.

Patrono do evento, Düren relacionou sua trajetória literária ao contato com os livros desde a infância. Ele estudou na escola Willy Carlos Fröhlich, o Polivalente, em Santa Cruz do Sul, e atribuiu ao pai, o professor Luiz Carlos Düren, o estímulo inicial para frequentar a biblioteca e desenvolver o interesse pela leitura.

Da leitura ao jornalismo

O escritor contou que começou pelos livros de faroeste e pelas histórias de guerra, antes de se aproximar dos clássicos indicados pela escola. “Quando a gente se torna um leitor voraz, bate uma dor de cotovelo em relação ao escritor e a gente quer ser igual”, afirmou.

O jornalismo surgiu como uma maneira de conciliar o desejo de escrever com a construção de uma profissão. A apuração de fatos reais passou a influenciar também sua produção literária, presente em obras como Crônica Policial, Caso Kliemann e Menino Diabo. O livro mais recente reúne uma pesquisa histórica sobre um personagem associado à Revolução Farroupilha e às lendas de um tesouro escondido em Rio Pardo.

Durante a pesquisa, Düren também encontrou relatos de personagens desconhecidos ligados à imigração germânica e à formação do Vale do Sinos. Para ele, registrar essas trajetórias ajuda a preservar a memória de homens e mulheres que enfrentaram a travessia do Atlântico, dificuldades econômicas e o desafio de estabelecer suas propriedades.

Leitura e tecnologia

Ao falar sobre o convite para ser patrono, Düren classificou a escolha como uma honra e um compromisso de aproximar crianças e jovens dos livros, em meio ao consumo de vídeos e redes sociais. “Se a gente conseguir convencer uma criança, duas ou três, a se tornar um grande leitor, vai ter valido a pena”, disse.

Sobre a inteligência artificial, o escritor rejeitou tanto a demonização da tecnologia quanto a possibilidade de substituição do trabalho humano. Embora não use essas ferramentas para escrever seus livros, reconheceu que elas podem auxiliar na revisão e na síntese, desde que haja supervisão. Segundo Düren, ironia, poesia e determinados sentimentos ainda dependem da sensibilidade humana.

A programação da feira se estendeu de quinta a domingo e reuniu mais de 3 mil livros, apresentações de teatro, shows musicais, feira de artesanato e exposição de carros antigos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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