São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Brasil

Uso de celulares é barrado em 81% das escolas brasileiras no Pisa 2025

Levantamento da OCDE mostra avanço das restrições, mas indica uso frequente de dispositivos digitais e inteligência artificial para estudar.

Uso de celulares é barrado em 81% das escolas brasileiras no Pisa 2025
Foto: Gráfico gerado com IA. ChatGPT/Olhar Digital

O uso de celulares passou a ser vetado em instituições frequentadas por 81% dos estudantes brasileiros, segundo dados do Pisa 2025 divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira (8). Três anos antes, o percentual era de 37%.

A proporção brasileira supera a média dos países da organização, que subiu de 34% para 49% no mesmo período. O levantamento associa a adoção de regras contra os aparelhos a uma menor frequência de distrações causadas por dispositivos digitais. Entre os alunos da OCDE, aqueles submetidos à proibição têm cerca de 13% menos probabilidade de relatar esse problema.

Dispositivos seguem presentes nas aulas

Apesar das restrições aos celulares, os estudantes brasileiros informaram usar equipamentos digitais por 1,3 hora diária, em média, para atividades de aprendizagem na escola. Na média da OCDE, o tempo chega a 1,7 hora.

Também há uso para lazer: no Brasil, a média é de 1 hora por dia, ante 1,1 hora entre os países da organização. A distração dos colegas foi relatada por 25% dos estudantes brasileiros, que disseram observar esse comportamento frequentemente durante a maioria ou todas as aulas de ciências. Na OCDE, a taxa foi de 28%.

Entre os países da organização, os alunos que mencionam esse tipo de distração obtêm, em média, 11 pontos a menos em ciências. No Brasil, a diferença alcança 19 pontos.

Inteligência artificial no estudo

O Pisa 2025 também investigou, pela primeira vez, o emprego de chatbots de inteligência artificial. No Brasil, 48% dos estudantes de 15 anos afirmaram usar ferramentas como o ChatGPT pelo menos uma vez por semana para estudar. A média da OCDE foi de 46%.

As ferramentas são usadas por 40% dos brasileiros para pesquisas iniciais sobre temas novos, contra 31% na média da organização. Outros 31% recorrem a chatbots para resumir textos, enquanto 27% os utilizam na preparação de rascunhos de trabalhos escolares.

Somente 11% disseram nunca ou quase nunca usar esses recursos nas atividades analisadas. Na OCDE, o percentual foi de 14%.

Os dados descrevem um cenário em que o acesso a celulares é mais limitado, enquanto dispositivos digitais e inteligência artificial continuam integrados às tarefas escolares. O relatório também reuniu informações sobre proficiência e bullying.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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