São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Pesquisas divergem em Mato Grosso e reacendem cobrança por transparência

Resultados distintos em 2022 e nas projeções para Mato Grosso em 2026 ampliam a discussão sobre metodologia, margem de erro e fiscalização.

A eleição de Mato Grosso em 2026 colocou em evidência a distância entre levantamentos feitos em períodos próximos. Os resultados variaram tanto que Wellington Fagundes apareceu à frente em algumas sondagens, enquanto Otaviano Pivetta liderou em outra e empatou tecnicamente em uma quarta.

No Real Time Big Data, Wellington registrou 34%, contra 27% de Pivetta. Poucos dias depois, a AtlasIntel apontou 34,4% para Wellington e 30,8% para Pivetta, cenário de empate técnico. O Paraná Pesquisas apresentou a maior diferença: Pivetta alcançou 42,4%, e Wellington ficou com 29,6%, uma vantagem de 12,8 pontos.

Uma semana depois, a Quaest encontrou Pivetta com 29% e Wellington com 27%, novamente em empate técnico. Na rodada anterior do instituto, Wellington tinha 27%, enquanto Pivetta aparecia com 23%.

O que os levantamentos medem

Pesquisas eleitorais são baseadas em amostras e podem apresentar diferenças conforme a metodologia, a margem de erro, a distribuição geográfica, a ponderação por renda, escolaridade ou religião e o tipo de entrevista — presencial, telefônica ou digital. A seleção dos entrevistados também pode alterar os resultados.

A extensão da diferença em Mato Grosso, porém, levantou questionamentos sobre quais desses fatores poderiam explicar a distância entre os números. Wellington disse que prefere esperar a “pesquisa verdadeira”, em referência às urnas de 4 de outubro. Ele também criticou o Paraná Pesquisas e mencionou multa aplicada pela Justiça Eleitoral.

O precedente de 2022

A eleição presidencial de 2022 já havia exposto divergências entre pesquisas e urnas. Na véspera do primeiro turno, o Datafolha apontava Lula com 50% dos votos válidos e Bolsonaro com 36%. O Ipec registrava 51% a 37%. No resultado oficial da votação, Lula terminou com 48,43% e Bolsonaro com 43,20%.

A campanha de Bolsonaro pediu investigação dos institutos e mencionou “pesquisa fraudulenta”, mas as acusações não comprovaram fabricação de números. Questionamentos sobre levantamentos são legítimos, assim como a cobrança de explicações para discrepâncias. A acusação de fraude, por outro lado, exige prova.

Brasília teve outro episódio naquele pleito. Pouco mais de uma semana antes da votação, a última pesquisa de um instituto local indicava Ibaneis Rocha com 49,6% dos votos válidos e possibilidade concreta de segundo turno. Paulo Octávio aparecia com 13,2%, à frente de Leandro Grass e Leila Barros, ambos com 10,1%.

Nas urnas, Ibaneis venceu no primeiro turno com 50,30%. Grass terminou em segundo, com 26,25%, enquanto Paulo Octávio não disputou o segundo turno. A diferença principal esteve na distribuição das posições, e não apenas na previsão sobre a realização de uma segunda rodada.

A apuração dos votos em 4 de outubro terá participação de milhões de eleitores e margem de erro zero na contagem. As divergências acumuladas recolocam no debate a obrigação de transparência dos institutos e a possibilidade de discussão regulatória no Congresso.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5