A NVIDIA projeta crescimento de cerca de 70% no próximo ano fiscal, o que levaria sua receita anual a aproximadamente US$ 680 bilhões. A estimativa supera os cerca de US$ 400 bilhões esperados por analistas para o exercício atual.
Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA, reiterou a previsão durante a conferência Communacopia + Technology, do Goldman Sachs. “Acho que podemos crescer 70% ano a ano. Estamos confiantes nisso”, afirmou.
A companhia encerrou o ano fiscal de 2026, em janeiro, com faturamento de US$ 215,9 bilhões, alta de 65% sobre o exercício anterior. A divisão de data centers respondeu por US$ 193,7 bilhões desse total.
Posição na infraestrutura de IA
Huang relaciona a confiança da empresa à presença da NVIDIA em diferentes camadas da expansão da infraestrutura de inteligência artificial. Segundo o executivo, a companhia é utilizada por laboratórios e está associada a modelos da Anthropic, OpenAI e Google, além de alternativas com pesos abertos.
“Nvidia roda todos os modelos. Todos os laboratórios podem nos usar”, disse Huang, que definiu a empresa como uma “plataforma fundamental” da indústria de IA.
A NVIDIA também recebe informações de fabricantes de equipamentos, provedores de nuvem, startups de infraestrutura e outras empresas envolvidas na construção de data centers. De acordo com Huang, esses dados permitem acompanhar projetos que consideram terrenos, energia e estruturas físicas.
Entre os exemplos de demanda, o CEO citou um sistema composto por 36 CPUs Grace e 72 GPUs Blackwell. As vendas desse equipamento estão crescendo 27% ao mês, segundo ele.
Concorrência e limites de fornecimento
A projeção depende da continuidade dos investimentos de empresas de tecnologia e desenvolvedores de modelos de IA em capacidade computacional. Grandes clientes, incluindo empresas de computação em nuvem e laboratórios de IA, desenvolvem aceleradores próprios para reduzir custos e a dependência de GPUs externas.
Fabricantes tradicionais e novos concorrentes também disputam esse mercado. Além disso, a NVIDIA alertou, ao apresentar a previsão originalmente em agosto, que restrições no fornecimento de componentes de memória poderiam limitar o ritmo de expansão.







