O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que não acredita em um cenário de extinção provocado pela inteligência artificial até 2030. Em entrevista, ele declarou haver “0% de chance” de o fim do mundo ocorrer naquele ano, embora tenha reconhecido a existência de preocupações sobre os riscos da tecnologia.
Huang também defendeu que o desenvolvimento da inteligência artificial continue em ritmo acelerado. Questionado sobre a necessidade de desacelerar o setor diante dos alertas recentes, disse: “Devemos ir o mais rápido que pudermos, independentemente de qualquer outra pessoa”.
Segundo o executivo, a defesa de um avanço rápido não significa lançar produtos antes que estejam prontos ou que apresentem riscos. Ele acrescentou que a Nvidia não deve colocar no mercado produtos inseguros.
Debate sobre segurança
As declarações ocorrem em meio ao aumento das discussões sobre mecanismos de segurança e regulamentação para a inteligência artificial. No início de setembro, Jacob Coxon deixou a Anthropic e afirmou que empresas do setor estariam priorizando a inovação em detrimento de protocolos de segurança adequados.
Coxon também disse que, sem intervenções, a tecnologia poderia representar uma ameaça à humanidade no futuro. Dario Amodei, CEO da Anthropic, abordou posteriormente essas preocupações e afirmou que o setor demorou a reconhecer os riscos associados à inteligência artificial.
Amodei descreveu a evolução da tecnologia como “exponencial” e classificou o cenário como um sinal de alerta que justificaria uma desaceleração. Ao mesmo tempo, afirmou que não seria necessário interromper completamente o desenvolvimento.
Huang mantém a avaliação de que a inteligência artificial pode ser administrada com segurança. O CEO da Nvidia também já se manifestou contra a necessidade de novas regulamentações para o setor. A entrevista completa está prevista para ser exibida neste domingo no programa Sunday Morning.







