São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Missão pede ao TSE retirada de posts pagos pró-Flávio e bloqueio de anúncios

Partido e Renan Santos alegam interferência estrangeira e financiamento irregular de propaganda eleitoral por perfis ligados a Donald Trump.

Missão aciona TSE por posts pagos pró-Flávio e alega interferência estrangeira
Foto: Renato Pizzutto/Band

O partido Missão e Renan Santos, candidato da legenda à Presidência, acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra publicações pagas no X que favoreceriam Flávio Bolsonaro, candidato do PL. Os conteúdos foram divulgados por perfis americanos ligados ao presidente Donald Trump.

A representação, apresentada nesta quarta-feira, 23, solicita uma decisão liminar para retirar imediatamente as publicações e bloquear, no Brasil, anúncios da plataforma de apostas Polymarket relacionados à eleição presidencial. O partido e o candidato alegam possível interferência externa no processo eleitoral e financiamento estrangeiro de propaganda.

A peça afirma que os perfis estrangeiros publicaram reiteradamente conteúdos sobre as eleições brasileiras, em português e direcionados ao público do país. Para a Missão e Renan, a presença de parcerias pagas afastaria a hipótese de simples manifestação de opinião, porque as publicações teriam caráter eleitoral e também promoveriam apostas sobre o resultado da disputa.

Segundo a representação, a Polymarket opera um mercado de previsões baseado em criptomoedas e está proibida de ofertar e divulgar seus serviços no Brasil desde abril de 2024. O documento registra que, desde 20 de agosto, houve aumento na circulação de publicações eleitorais relacionadas ao mercado de apostas sobre a eleição, com menções favoráveis a Flávio Bolsonaro em comparação com os demais candidatos.

A Missão e Renan também sustentam que perfis que normalmente não tratam de política brasileira fizeram, em intervalo próximo, publicações com parceria paga sobre o mesmo candidato e com base nas estimativas da Polymarket. Na avaliação apresentada ao TSE, esse conjunto poderia desequilibrar a eleição deste ano ao ampliar a propaganda de um concorrente com capital estrangeiro.

“O objetivo dessa representação eleitoral é assegurar a soberania e a independência das eleições brasileiras, contra investidas e interferências externas no pleito vigente”, diz a peça.

O pedido inclui o reconhecimento da ilegalidade da propaganda remunerada por terceiros, a condenação dos responsáveis pelos perfis ao pagamento de multa e, caso não seja possível identificá-los ou responsabilizá-los, a responsabilização do X.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5