São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Mão de obra responde por 42% do custo do tabaco, diz Foniagro

Levantamento aponta 635 horas de trabalho por pessoa por hectare e recomenda planejamento para reduzir contratações temporárias.

Mão de obra responde por 42% do custo do tabaco, diz Foniagro

A mão de obra corresponde atualmente a cerca de 42% do custo de produção do tabaco, conforme levantamento da Comissão Técnica Mista do Fórum Nacional de Integração (Foniagro) da Cadeia Produtiva do Tabaco. A atividade exige 635 horas de trabalho por pessoa por hectare em cada safra.

A contratação de diaristas para a colheita e o carregamento das estufas pode elevar as despesas e reduzir a rentabilidade. Por isso, os materiais de conscientização distribuídos aos produtores recomendam avaliar a necessidade de recorrer a trabalhadores de terceiros e buscar orientação no sindicato antes da contratação.

Planejamento da safra

O coordenador do Foniagro, Carlos Sehn, afirma que a mão de obra já representou mais de 50% do custo total. A adoção de novas tecnologias, levadas aos produtores pelos orientadores do Sistema Integrado de Produção de Tabaco, reduziu esses gastos, segundo ele.

Sehn recomenda compatibilizar o plantio com a mão de obra disponível na unidade familiar e escalonar as áreas plantadas em intervalos de tempo. A medida pode reduzir ou eliminar a necessidade de contratação externa. A troca de mão de obra com vizinhos também é apresentada como alternativa para economizar.

“Cada decisão influencia o resultado da safra”, afirma Sehn. A campanha é promovida pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e por entidades de trabalhadores e produtores rurais dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

As 635 horas de trabalho por pessoa por hectare foram apuradas na revisão mais recente dos coeficientes técnicos do custo operacional de produção, realizada em 2024. A pesquisa foi conduzida pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Cepa/UFRGS).

O cálculo do valor de referência para a remuneração prevista na Lei da Integração deve ser revisado a cada cinco anos. A metodologia considera mais de 500 itens, entre insumos, utensílios, equipamentos, instalações, benfeitorias, depreciações e outros custos fixos e variáveis da atividade.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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