SANTA CRUZ DO SUL — A chuva acumulada entre a noite de domingo, 27, e a tarde de segunda-feira, 28, ultrapassou 70 milímetros em uma propriedade de Cerro Alegre Alto, no interior de Santa Cruz do Sul. Como a precipitação continuava, o volume provavelmente superou 100 milímetros em cerca de 24 horas.
O excesso de água elevou a preocupação em áreas baixas, próximas de rios, arroios e sangas, além de afetar o andamento da safra. Na propriedade, o início da colheita do tabaco estava previsto para estes dias, mas o solo encharcado impediu a entrada na lavoura. A retomada dependerá do comportamento do clima e de dias de sol para que as plantas voltem a se desenvolver plenamente.
Uma lavoura de tabaco em Cerro Alegre Alto, fotografada na segunda-feira, mostrava água acumulada entre as fileiras. A condição também evidenciou a importância de uma estrutura de solo protegida e com palhada para reduzir os prejuízos provocados pela precipitação.
Granizo destrói lavoura em Santa Catarina
Na região central do Rio Grande do Sul, apesar do volume elevado de chuva desde domingo, 27, não houve registro de maiores prejuízos às lavouras por causa do clima. Em outras localidades, porém, os danos foram mais severos.
Em Saudades, Santa Catarina, uma lavoura de tabaco foi completamente destruída pelo granizo. A imagem foi enviada pelo produtor Claudinei Koling. O fenômeno comprometeu a safra e as perspectivas de rentabilidade da família responsável pela produção.
A previsão de El Niño mantém o meio rural em alerta até o fim do ano, período descrito como de inquietação para os produtores.
A semana também antecede o primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo, 4. A votação definirá os responsáveis pelo governo do Rio Grande do Sul e do Brasil pelos próximos quatro anos, além dos legisladores estaduais e federais.








