SANTA CRUZ DO SUL — A inteligência artificial já é usada na prática médica e começa a alterar a relação entre profissionais e pacientes. O tema foi discutido pelo neurologista e TEDx Speaker Victor Gadelha na abertura do I Fórum Unimed VTRP, realizado no Teatro do Colégio Mauá.
Entre as aplicações destacadas estão a identificação precoce de nódulos mamários e de casos de AVC. A tecnologia também passou a apoiar o trabalho dentro dos consultórios: ferramentas conseguem registrar uma consulta e gerar automaticamente um resumo. Com isso, o médico pode deixar o teclado de lado e dedicar mais atenção ao paciente.
Gadelha ressaltou, porém, que as decisões continuam sob responsabilidade do médico. As ferramentas podem ajudar na avaliação de casos e na busca por informações, mas também podem produzir respostas incorretas. Para o neurologista, os profissionais precisam ser preparados para usar a inteligência artificial de maneira adequada.
A mudança também aparece no comportamento dos pacientes, que chegam às consultas com informações mais estruturadas. Nesse contexto, o papel humano do médico permanece relevante em atividades como acolher o paciente, comunicar diagnósticos difíceis e lidar com familiares.
Finanças e sustentabilidade da carreira
O fórum também discutiu o planejamento financeiro da carreira médica. A economista Patrícia Palermo defendeu o equilíbrio entre renda, consumo e poupança, sobretudo entre profissionais com ganhos acima da média. Segundo ela, o aumento da renda não deve levar automaticamente à elevação dos gastos.
Palermo abordou ainda o uso do crédito e das taxas de juros. Para a economista, escolhas feitas no dia a dia influenciam a formação de patrimônio no longo prazo, e as decisões financeiras devem ser menos guiadas pelas emoções.
Com o tema “O Protagonismo Médico na Era da Saúde 5.0”, o evento foi realizado em Santa Cruz do Sul, escolhida por ser o maior município da área de atuação da Unimed VTRP, que abrange 59 cidades. O vice-presidente da cooperativa, Evandro Reis, afirmou que a escolha buscou aproximar inovação e sustentabilidade da carreira médica. A proposta foi discutir como essas transformações podem contribuir para a qualificação da assistência e para a relação dos profissionais com a cooperativa.







