São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Desemprego recua a 5,3% e ocupação atinge recorde no trimestre até agosto

Pnad Contínua registra máximas na população ocupada, no emprego com carteira, na massa salarial e nas contribuições previdenciárias.

Desemprego recua a 5,3% e ocupação atinge recorde no trimestre até agosto

A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor nível já registrado para esse período desde 2012, início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo dos 5,6% observados no trimestre até maio e no mesmo período de 2025.

Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na terça-feira, 29. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda informou que o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado.

A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, recorde da série e alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, com acréscimo de 774 mil trabalhadores. A indústria geral cresceu 2%, com mais 265 mil pessoas ocupadas, enquanto a construção avançou 4,1%, incorporando mais 306 mil trabalhadores.

Emprego formal e renda

O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também o maior já registrado. A população desocupada somou 5,8 milhões, queda de 4,6%, ou menos 281 mil pessoas, na comparação com o trimestre de março a maio.

A informalidade alcançou 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior, a taxa era de 37,3%. O IBGE inclui nessa categoria trabalhadores sem carteira, autônomos e empregadores sem CNPJ.

O rendimento médio mensal ficou em R$ 3.777, ante R$ 3.752 no trimestre até maio. O maior valor registrado foi de R$ 3.804, no primeiro trimestre de 2026. A massa salarial chegou a R$ 385,6 bilhões, alta de 1,4% no trimestre, ou mais R$ 5,2 bilhões, e de 4,8% em um ano, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.

Contribuição previdenciária

O número de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência atingiu 68,5 milhões. Isso corresponde a 66,2 contribuintes a cada 100 trabalhadores. A Pnad considera empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria que contribuíram para a Previdência oficial federal, estadual ou municipal.

A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui ocupações com ou sem carteira assinada, temporárias e por conta própria. Para o IBGE, é desocupada apenas a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O menor desemprego da série foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa foi de 14,9%, registrada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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