São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

DF registra calor de 35,5°C e umidade de 11% antes da chuva de outubro

Previsão indica chuva intensa e localizada a partir de quinta-feira (1º/10), com rajadas de vento, raios e possibilidade de granizo.

DF registra calor de 35,5°C e umidade de 11% antes da chuva de outubro

O Distrito Federal encerra setembro com temperaturas elevadas e umidade em níveis extremos antes da chegada das primeiras chuvas de outubro. Na segunda-feira (28), os termômetros chegaram a 35,5°C. Nesta terça-feira (29), a umidade relativa do ar caiu para 11% em Águas Emendadas, em Planaltina, o menor índice registrado no DF em 2026. No Plano Piloto, o indicador chegou a 12%.

A mudança no tempo deve começar na quinta-feira (1º/10), segundo a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A chuva pode ocorrer de forma intensa e localizada, acompanhada de fortes rajadas de vento, raios e eventual queda de granizo. Há possibilidade de continuidade durante o fim de semana.

O calor, porém, não deve diminuir imediatamente. A meteorologista Thaís Cortez, do Inmet, afirma que as temperaturas continuarão elevadas ao longo da semana e que um novo recorde não está descartado. A partir de sexta-feira (2), a máxima deve cair da faixa acima de 35°C para cerca de 32°C. No sábado, pode chegar a aproximadamente 30°C.

Marcas históricas

Os registros recentes se aproximam de máximas históricas do Distrito Federal. Em outubro de 2020, o Gama alcançou 37,8°C, maior temperatura da série histórica local. Em Brasília, o recorde é de 36,5°C, também registrado naquele mês. De acordo com o Inmet, outubro costuma ser quente, principalmente quando o início das chuvas atrasa.

A umidade desta semana também ficou acima dos extremos históricos. Os 11% de Águas Emendadas são o menor índice do DF em 2026, enquanto o Plano Piloto marcou 12%. O recorde de baixa umidade no Distrito Federal é de 7%, registrado no Gama em 3 de setembro de 2024. Em Brasília, a menor marca é de 10%, observada em 15 de setembro do mesmo ano.

O Inmet avalia que a estiagem de 2026 está, de modo geral, dentro do comportamento esperado para o período. A principal diferença foi a ausência de frio mais expressivo. As temperaturas permaneceram acima do normal e, até os últimos dias, não houve tantas jornadas com umidade extrema quanto em outros invernos.

Nenhuma frente fria atuou sobre o Distrito Federal neste ano. Ainda assim, houve registros de chuva em junho, agosto e setembro, características que diferenciam a estiagem atual de outros períodos secos enfrentados pela capital.

Impacto na rotina e na saúde

Enquanto a chuva não chega, moradores do DF ajustam horários e atividades. Patrick Santos, estudante de Geologia da Universidade de Brasília (UnB), trocou os exercícios da tarde pela academia à noite. Ele relata piora na respiração e ressecamento do nariz durante a seca. Em uma corrida realizada neste mês, precisou parar e procurar sombra por não conseguir manter o ritmo.

Valéria de Oliveira, de 62 anos, suspendeu as caminhadas matinais por causa do calor. Patrícia Pereira, que vende marmitas na UnB há sete anos, afirma que a distância até o bebedouro dificulta a hidratação durante o trabalho. As marmitas ficam em caixas de isopor, enquanto as bebidas são transportadas resfriadas ou parcialmente congeladas.

O professor de Medicina Lucas Albanaz explica que a necessidade de água varia conforme idade, peso, alimentação, temperatura, atividade física e condições de saúde. Para a maioria dos adultos saudáveis, a orientação é consumir líquidos regularmente e observar sinais como sede, boca e lábios secos, cansaço, dor de cabeça, tontura e redução da urina.

Pessoas com insuficiência cardíaca, doença renal avançada, cirrose ou orientação médica para restringir líquidos não devem aumentar muito o consumo de água sem conversar com o médico, segundo Albanaz. Desidratação mais avançada pode causar fraqueza, palpitações, sonolência, irritabilidade e dificuldade de concentração. Confusão mental, desmaio, redução acentuada ou ausência de urina e incapacidade de beber líquidos exigem avaliação médica rápida.

O ar seco também pode agravar rinite, asma, sinusite, bronquite crônica, enfisema e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Mesmo pessoas sem doença respiratória podem apresentar tosse seca, ardência, rouquidão, pigarro e irritação na garganta.

Para quem pratica atividade física, o cardiologista Hober Fasciani recomenda evitar exercícios entre 10h e 17h. Os horários preferenciais são o início da manhã ou depois das 18h. A intensidade e a duração dos treinos podem ser reduzidas, com pausas mais frequentes.

A chegada da chuva deve trazer mudança gradual no cenário, mas não encerra imediatamente o calor. Na transição entre o inverno seco e o verão chuvoso, o aumento da umidade combinado às temperaturas elevadas pode favorecer precipitações intensas e localizadas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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