A Stoque unificou seu portfólio de software sob a marca Zeev e ampliou a oferta de recursos de inteligência artificial voltados a empresas, incluindo instituições financeiras. A tecnologia é usada por três dos cinco maiores bancos do país por ativos totais.
Em 2025, as soluções da companhia processaram mais de R$ 31 bilhões em operações de análise de crédito imobiliário. O volume equivale a cerca de 10% do total nacional, conforme cálculos da Stoque baseados em dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
A reorganização ocorre em um mercado no qual os investimentos dos bancos em tecnologia devem chegar a R$ 50,4 bilhões em 2026, segundo dados da Febraban. O estudo FinFacts, do Google Cloud Brasil, aponta que 50% dos bancos ainda não fazem abertura de contas em tempo real, enquanto 11% levam mais de 72 horas para concluir o processo.
A marca Zeev passa a concentrar três frentes. A Zeev Platform oferece automação de processos para médias e grandes empresas e reúne mais de 400 mil usuários em 15 setores. A Zeev Works, antiga Rectask adquirida em março de 2026, automatiza etapas de análise, formalização e recuperação de crédito e consórcios. Segundo a empresa, a solução pode reduzir em até 80% as tarefas manuais.
A terceira frente é a Zeev SeAD, antiga Ábaris SeAD, direcionada à Secretaria Acadêmica Digital no ensino superior. A solução responde pela emissão de cerca de 25% dos diplomas digitais no país, conforme os dados divulgados.
A Stoque também apresentou uma ferramenta de gestão de notas fiscais integrada à Zeev Platform. O recurso usa IA desde a captura até a escrituração dos documentos. Outra novidade é a arquitetura Bring Your Own LLM, que permite aos clientes conectar modelos de inteligência artificial contratados ou desenvolvidos internamente, sem transferir dados por sistemas de terceiros.
“Os produtos compartilham a mesma visão de processos e nasceram para operar em ambientes altamente regulados”, afirma Rafael Bortolini, Diretor de IA da Stoque.
A mudança acompanha a transformação do modelo de negócios iniciada em 2019, quando a empresa recebeu R$ 70 milhões da Kinase Investments e começou uma série de aquisições, incluindo a Zeev em 2023. A participação do software na receita passou de 8% para 55%, de acordo com Thiago de Assis, CEO da Stoque.








