A Letrus alcançou 1,2 milhão de estudantes atendidos em todos os estados do país com um programa de leitura e escrita baseado em inteligência artificial. A edtech trabalha com os anos finais do Ensino Fundamental e com o Ensino Médio, em redes públicas e privadas.
A plataforma examina os textos produzidos pelos alunos e transforma os resultados em métricas para orientar o trabalho dos professores. A ferramenta também reduz a necessidade de correções manuais, de acordo com a empresa. “Nosso diferencial está na forma como enxergamos o processo educacional: tudo parte do estudante, e tudo volta para ele”, afirma Thiago Rached, fundador e CEO da Letrus.
Criada em 2015 por Rached e Luis Junqueira, a startup informou já ter avaliado mais de 7,5 milhões de produções textuais e sido utilizada por mais de 18 mil professores. A expansão recebeu recursos da Potencia Ventures, grupo de investimentos dedicado a negócios de impacto social que participou da primeira rodada da empresa em 2017.
A companhia também relaciona a solução a resultados medidos por avaliações externas. Um estudo de 2020 financiado pelo J-PAL, laboratório de pesquisa do MIT, apontou que a aplicação do programa no Espírito Santo reduziu em 9% a desigualdade entre estudantes de escolas públicas e privadas em cinco meses.
A Letrus atribui à metodologia parte do desempenho de redes estaduais parceiras em rankings de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A empresa cita a permanência do Espírito Santo na primeira posição e o avanço de Goiás e Mato Grosso no último ano. A plataforma recebeu, em 2022, o prêmio ICT in Education da UNESCO.
Próximos passos
A estratégia da startup é aperfeiçoar a oferta existente, sem diversificar o portfólio. O objetivo declarado é ampliar o impacto da proposta voltada à evolução da aprendizagem de leitura e escrita em redes escolares públicas e privadas. “Buscamos aprofundar o valor e impacto dentro da nossa proposta de valor”, disse Rached.








