São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Lula cobra regras para inteligência artificial e big techs em discurso na ONU

Presidente afirmou que a falta de regulamentação representaria uma omissão histórica e defendeu soberania, Pix e proteção no ambiente digital.

Lula cobra regras para inteligência artificial e big techs em discurso na ONU
Foto: Reprodução/ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a regulamentação das big techs e da inteligência artificial durante o discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, na manhã desta terça-feira (22). Para ele, não enfrentar esse desafio seria uma “omissão histórica imperdoável”.

Lula afirmou que o mundo vive uma revolução tecnológica sem precedentes, com riscos e oportunidades. Também criticou um grupo de “tecno-oligarcas” que, segundo o presidente, promove uma corrida sem limites éticos, sem regras e sem transparência, à revelia da ONU e do painel científico sobre inteligência artificial.

O avanço da IA foi mencionado também pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e pelo presidente da assembleia, Khalilur Rahman, que discursaram antes do presidente brasileiro. Por tradição, o Brasil abre os discursos do debate geral desde 1955. Em 2026, o segundo presidente a falar foi Donald Trump, dos Estados Unidos.

Bets, ECA Digital e Pix

Lula também abordou as bets e disse que a disseminação do setor está endividando e destruindo milhões de lares. “O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio”, afirmou.

Sobre a aprovação do ECA Digital, o presidente declarou que a legislação está entre as mais avançadas do mundo para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.

Na área de pagamentos, Lula defendeu o Pix e rejeitou pressões de multinacionais pela privatização do sistema, que classificou como uma infraestrutura pública e gratuita responsável por tornar a inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros e brasileiras.

Soberania e relação com os Estados Unidos

O presidente voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos. Embora tenha reconhecido a proximidade geográfica com os Estados Unidos, afirmou que o Brasil não cabe no quintal de ninguém.

Lula também disse que diferenças ideológicas não devem impedir uma maior integração entre os países vizinhos e reiterou que o Brasil continuará soberano. O discurso incluiu ainda referências ao tarifaço, ao combate ao crime organizado, à paz e ao multilateralismo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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