São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Hotmart FIRE reúne 10 mil pessoas e lança plataforma de IA em Belo Horizonte

Evento da Hotmart discutiu a profissionalização da economia dos criadores e apresentou ferramenta para criar e vender produtos digitais.

Hotmart FIRE reúne 10 mil pessoas e lança plataforma de IA em Belo Horizonte

A 11ª edição do Hotmart FIRE reuniu aproximadamente 10 mil pessoas entre os dias 10 e 12 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte. O evento teve mais de 140 palestrantes, cinco palcos e mais de 100 horas de programação sobre inteligência artificial, tecnologia, inovação, empreendedorismo e negócios digitais.

A Hotmart informou que o festival recebeu participantes de mais de 30 nações, sendo que 71% ocupavam cargos de decisão. Mais de 70 marcas participaram da programação, entre elas Coca-Cola, Meta, Ray-Ban, Heineken, O Boticário e Itambé.

Plataforma combina criação e pagamentos

O principal lançamento foi o Hotmart Launchpad, plataforma que combina inteligência artificial, desenvolvimento de produtos digitais e infraestrutura de pagamentos. A ferramenta permite criar, a partir de comandos de voz ou texto, aplicativos, softwares, áreas de membros, simuladores, quizzes, calculadoras, agendas, sites e páginas de venda, sem exigir conhecimentos técnicos avançados.

A solução é integrada ao HotPay, sistema de pagamentos da Hotmart, além de recursos de hospedagem e checkout. A estrutura processa mais de 40 métodos de pagamento, trabalha com 28 moedas locais e está disponível em 188 países.

“O Launchpad não é só um gerador de código, ele é um gerador de produto”, disse João Pedro Resende, CEO e cofundador da Hotmart. Segundo o executivo, a proposta é conectar a construção de uma aplicação à etapa de comercialização, no mesmo ambiente.

Dados apresentados pela Hotmart mostram a expansão dos produtos digitais relacionados à inteligência artificial. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, esse mercado movimentou mais de R$ 200 milhões em volume bruto de vendas, alta de 354% em relação aos dois anos anteriores. No período, mais de 5.500 vendedores ofereceram produtos do segmento a 550 mil compradores distintos.

Conteúdo, marca e negócios

A programação combinou temas técnicos, marketing, vendas, atendimento, desenvolvimento de produtos, comunidades e expansão de audiência. Igor 3K, do Flow Podcast, mediou um painel com Terry Crews, que tratou de reinvenção profissional e carreira empresarial. Ryan Deiss participou das discussões sobre marketing digital.

Giovanna Antonelli abordou empreendedorismo, posicionamento e branding, com foco na transformação de uma carreira ligada à televisão em um modelo de negócios baseado em influência, produtos e contato direto com o público. Rafa Brito apresentou a estratégia usada para alcançar 100 mil seguidores em 84 dias. Paulo Aguiar falou sobre criatividade em um ambiente automatizado, enquanto Ícaro de Carvalho discutiu a possibilidade de substituição do trabalho humano pela inteligência artificial. Érico Rocha tratou dos bastidores de um lançamento digital que arrecadou sete dígitos.

O evento também ampliou sua estrutura com uma Ala VIP de 3.500 metros quadrados, áreas de conexão, HotSeats e uma ferramenta de matchmaking no aplicativo, voltada à aproximação entre participantes com interesses comerciais ou profissionais semelhantes.

No último dia, Micha Menezes e Andréa Vermont destacaram autenticidade, identidade e reconhecimento da própria trajetória. A discussão contrapôs a expansão das ferramentas automatizadas à importância de repertório, credibilidade, conexão com o público e capacidade de apresentar uma visão própria.

Impacto em Belo Horizonte

Carlos Grieco, diretor de operações da Hotmart, afirmou que cada edição gera em torno de R$ 60 milhões em Belo Horizonte, considerando visitantes, hotelaria e a cadeia turística. Ao longo de sua história, o festival recebeu mais de 42 mil pessoas e 770 palestrantes ao vivo, segundo a Hotmart.

Fernanda Pincherle, diretora global de marketing da empresa, disse que o evento acompanhou a profissionalização do setor. “Hoje, não se trata apenas de criar conteúdo ou vender um produto digital, mas de construir empresas, comunidades e relações de longo prazo”, afirmou.

O FIRE apresentou uma economia dos criadores mais voltada à construção de produtos, distribuição, pagamentos, suporte, comunidades e retenção. Nesse cenário, a inteligência artificial reduz barreiras para desenvolver soluções, mas a diferenciação, a confiança e a compreensão do público permanecem como elementos centrais para transformar uma criação em negócio.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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