São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Documentário acompanha mudanças políticas de quatro eleitores ao longo de duas décadas

Dirigido por Marcos Guttmann, “Tudo é Tempo” percorre escolhas e convicções de personagens entre 2002 e 2022.

Documentário acompanha mudanças políticas de quatro eleitores ao longo de duas décadas

O documentário Tudo é Tempo acompanha quatro eleitores de uma mesma seção eleitoral do Rio de Janeiro durante duas décadas, entre 2002 e 2022. Dirigido por Marcos Guttmann, o filme registra como o tempo altera convicções, afetos, escolhas e a forma como os personagens interpretam o mundo.

A produção será exibida às 21h, no Cine Brasília, dentro da Mostra Competitiva de Longas-Metragens da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Uma segunda sessão está prevista para terça-feira (15), às 10h, na Sala 2 do Cine Cultura Liberty Mall.

Filmagens e mudanças

Guttmann, que acumula 30 anos de carreira, assina a direção, o roteiro e a produção. A ideia surgiu em 2002, entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial daquele ano. “A eleição do Lula era um acontecimento histórico”, afirmou o diretor ao explicar que pretendia observar como as mudanças daquele governo se refletiriam na vida de pessoas comuns.

As gravações ocorreram uma vez por ano, de 2002 a 2006. Depois, foram interrompidas, embora o diretor tenha mantido contato com os personagens. Em 2022, quando Lula voltou a ser favorito nas eleições, Guttmann retomou as entrevistas com os quatro participantes. A pós-produção recebeu financiamento do FSA Ancine e pré-licenciamento da EBC.

O diretor aponta 2018 como um divisor de águas. Segundo ele, o avanço da extrema direita alterou a opinião de um personagem que antes era eleitor convicto de Lula e de outro que trabalhava com política. Ao rever o material em 2025, Guttmann concluiu que o eixo mais forte do filme estava no amadurecimento e nas contradições dos personagens. A política passou a funcionar como pano de fundo da narrativa.

Edição do material

Com mais de 20 anos de imagens, a montagem foi conduzida por Arthur Frazão, Rita Carvana e Marx Braga. A equipe testou diferentes estruturas antes de escolher uma organização cronológica. Foi descartada a ideia de colocar lado a lado imagens antigas e atuais de cada personagem, o que mostraria diretamente as mudanças registradas ao longo do período.

O festival ocorre de 11 a 19 de setembro, no Cine Brasília e em outros espaços culturais do DF. Os ingressos estão disponíveis pelo aplicativo Ingresso.com e na bilheteria do Cine Brasília. Nas demais sessões, a entrada é gratuita conforme a lotação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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