São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Famílias processam Meta por suposta coleta de imagens para o NameTag

A ação afirma que fotos públicas e dados biométricos foram usados no desenvolvimento de um recurso ligado aos óculos inteligentes da empresa.

Famílias processam Meta por suposta coleta de imagens para o NameTag
Foto: Primakov/Shutterstock

Famílias de Illinois e da Califórnia processaram a Meta sob a acusação de que a empresa coletou fotos públicas do Facebook e do Instagram para desenvolver o NameTag, um sistema de reconhecimento facial associado aos óculos inteligentes da companhia.

A ação afirma que a Meta teria extraído dessas imagens assinaturas biométricas, chamadas de impressões faciais. Os autores dizem que referências a esse recurso apareceram no código do aplicativo de inteligência artificial usado com os óculos. A tecnologia poderia relacionar uma assinatura biométrica à foto de um perfil.

O que dizem os documentos

Uma patente descreve um software capaz de comparar assinaturas faciais com imagens de perfis. Os reclamantes também vinculam o caso ao Emu, gerador de imagens de inteligência artificial da Meta. Segundo eles, o sistema, treinado com imagens e textos enviados por usuários, teria sido usado para coletar informações biométricas.

O recurso NameTag ganhou atenção depois que trechos de código relacionados ao reconhecimento facial foram identificados no aplicativo. Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, havia descrito publicamente planos ligados à ferramenta e a chamou de “uma ótima funcionalidade”. Poucos dias antes, ele classificara como “absolutamente desonesta” a divulgação do código.

A Meta nega as acusações e afirma que a ação não tem fundamento. A empresa também diz que a tecnologia não chegou aos consumidores e que não há decisão definitiva sobre seu futuro. “Temos sido transparentes sobre como usamos as informações das pessoas para criar e melhorar nossos produtos de IA”, afirmou um porta-voz.

A companhia acrescentou que nada foi disponibilizado ao público e que ainda não decidiu se fará algo com o NameTag.

O processo ocorre após outras disputas sobre reconhecimento facial envolvendo a Meta. Em 2020, a empresa fechou um acordo de US$ 650 milhões (cerca de R$ 3,31 bilhões) para encerrar uma ação coletiva relacionada a outro sistema. Em 2024, concordou em pagar US$ 1,4 bilhão (aproximadamente R$ 7,13 bilhões) em outro processo sobre dados de reconhecimento facial no Texas.

A nova ação também questiona a utilização de imagens públicas e informações biométricas. A posição apresentada pela Meta é que o NameTag não foi lançado e que a empresa ainda não definiu se a tecnologia será disponibilizada.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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