São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

A engenharia por trás da resistência da tela dobrável do iPhone Duo

Vidro ultrafino, novas formulações e adesivos elásticos permitem que a tela suporte repetidos ciclos de dobra.

A engenharia por trás da resistência da tela dobrável do iPhone Duo

A tela do iPhone Duo combina vidro ultrafino, diferentes formulações de materiais e uma estrutura em camadas para suportar repetidos movimentos de dobra sem se romper. O aparelho, apresentado pela Apple na quarta-feira (9), tem display de 7,6 polegadas e é o primeiro smartphone dobrável da empresa.

A resistência não depende de uma única tecnologia. O vidro usado na tela teria menos de 30 micrômetros de espessura, enquanto um fio de cabelo humano mede, em média, entre 50 e 100 micrômetros. Com a redução da espessura, a tensão na parte externa da superfície curva diminui, e o material tende a se curvar em vez de quebrar.

Por que a espessura importa

Cientistas classificam o vidro comum como um sólido amorfo: ele se comporta como sólido, mas seus átomos permanecem em uma configuração semelhante à de um líquido. Em peças espessas, a estrutura rígida concentra tensão quando o material é dobrado, o que favorece a ruptura.

“Se você tornar algo muito fino, fica mais fácil dobrá-lo”, explicou John A. Rogers, professor de ciência e engenharia de materiais da Northwestern University. Ele comparou o comportamento do vidro fino ao de uma folha de papel, mais flexível que um pedaço de madeira por ter menor espessura.

Materiais e camadas

A composição do vidro também influencia sua flexibilidade. O vidro convencional é feito com dióxido de silício, obtido da areia derretida. Outra opção é o trióxido de boro, usado principalmente em vidros de laboratório por sofrer pouca expansão e contração com variações de temperatura. Em uma camada fina, esse material pode ser dobrado com mais facilidade que o vidro convencional.

O vidro ultrafino é apenas uma parte do display. A tela também inclui uma camada de plástico transparente e resistente, projetada para suportar centenas de milhares de ciclos de dobra sem ficar turva ou deformada.

Adesivos opticamente transparentes unem os diferentes componentes. Viscosos e elásticos, eles funcionam de forma semelhante a um gel: mantêm as camadas unidas e permitem que deslizem umas sobre as outras quando a tela é tensionada.

A Apple entrou em um segmento que já conta com aparelhos dobráveis de Google, Samsung e Motorola. Durante a apresentação, o CEO John Ternus disse que o dispositivo “vai redesenhar a experiência de usar um telefone dobrável”.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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