São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Embraer amplia carteira do E2 enquanto rivais enfrentam fila de até dez anos

Autonomia, menor consumo e capacidade para até 150 passageiros sustentam o avanço da família E2 no mercado internacional.

Embraer amplia carteira do E2 enquanto rivais enfrentam fila de até dez anos
Foto: Markus Mainka/Shutterstock

A Embraer anunciou US$ 34,5 bilhões (R$ 177,7 bilhões) em pedidos em 24 de julho, considerando jatos particulares, aeronaves militares e aviões comerciais. A fabricante entregou 141 aviões em 2021 e prevê chegar a 255 em 2026.

A família E2, formada pelos modelos E175-E2, E190-E2 e E195-E2, é fabricada em São José dos Campos, no interior de São Paulo. As aeronaves diferem em capacidade de passageiros, peso e alcance. A linha foi apresentada em 2017.

Capacidade ajustada às rotas

O engenheiro mecânico Bruno Chieregatti, do Instituto Mauá de Tecnologia, destaca o projeto de massa, os motores de nova geração e os sistemas de navegação dos jatos. Para ele, a capacidade menor em relação aos aviões da Airbus e da Boeing pode ser útil em rotas que não exigem aeronaves para 180 a 200 passageiros.

“Ter uma aeronave com capacidade entre 140 e 150 passageiros, um pouco menor, faz com que as companhias tenham flexibilidade de fazer voos diferenciados”, disse Chieregatti.

A autonomia e o menor consumo de combustível também estão entre os fatores associados ao desempenho comercial do E2. A família atende companhias que buscam aeronaves para diferentes perfis de operação, sem recorrer necessariamente a modelos maiores.

Pedidos e presença internacional

A Embraer consegue entregar o E2 em menos de dois anos, enquanto encomendas de aeronaves da Airbus e da Boeing podem levar até dez anos. A alta procura por viagens e problemas na cadeia de suprimentos desde a pandemia de Covid-19 elevaram a busca por aviões menores.

No Brasil, Azul e Latam operam aeronaves da família, e a Gol fechou a compra de 20 E195-E2. No exterior, os modelos estão presentes ou têm intenção de compra por Avelo Airlines, dos Estados Unidos; Finnair, da Finlândia; Star Air, da Índia; Luxair, de Luxemburgo; e Airlink, da África do Sul.

Uma instabilidade global no GPS também afetou a operação de aeronaves E2, principalmente aviões da Azul. A Embraer informou que a falha não comprometeu a segurança dos voos, porque os jatos contam com sistemas de navegação capazes de manter a operação diante de problemas no sinal.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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