São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

CGI.br alerta para avanço de vídeos falsos e IA nas eleições

Guia aponta que vídeos, redes restritas e inteligência artificial ampliam os riscos de desinformação para a democracia.

CGI.br alerta para avanço de vídeos falsos e IA nas eleições
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vídeos falsos produzidos por inteligência artificial e informações de baixa qualidade passaram a representar uma ameaça maior às eleições e à democracia do que as fake news tradicionais, segundo o Guia Internet, Democracia e Eleições, publicado pelo CGI.br.

O documento compara o cenário atual com o de 2018, quando as redes abertas tinham papel central na disseminação de desinformação. Agora, plataformas de circulação mais restrita, como o WhatsApp, ganharam espaço. Os conteúdos enganosos também passaram a circular simultaneamente em diferentes ambientes digitais, com os vídeos como principal vetor.

Esses materiais costumam ser acompanhados por textos curtos que ajudam a sustentar a narrativa falsa e a conferir aparência de legitimidade. A inteligência artificial generativa, presente no ciclo eleitoral de 2022, deve ganhar espaço neste ano em combinação com ferramentas capazes de direcionar mensagens a perfis específicos.

Risco das deepfakes

O CGI.br destaca o realismo das deepfakes como uma das principais preocupações. Com o avanço dessas ferramentas, a identificação de falsificações pode se tornar difícil até para pessoas habituadas a avaliar informações. O guia afirma que a multiplicação de conteúdos falsos pode gerar desconfiança também diante de informações verdadeiras.

A perda de confiança na imprensa e no Judiciário, junto à polarização política, aparece como outro fator de preocupação. Nesse ambiente, convicções pessoais podem se sobrepor à checagem dos fatos. O estudo chama de racionalidade motivada a tendência de buscar conteúdos que confirmem crenças já existentes e descartar informações contrárias.

Renata Mielli, coordenadora do CGI.br, afirmou que as plataformas digitais ocupam hoje um lugar central na forma como os brasileiros se informam sobre acontecimentos no mundo, no país e nas cidades onde vivem.

O guia também aborda os sistemas de recomendação, a inteligência artificial generativa, as deepfakes e os modelos de linguagem conversacionais. O material reúne orientações para instituições enfrentarem a desinformação e recomendações para que cidadãos não se tornem vítimas ou propagadores de conteúdos falsos ou enganosos. O CGI.br ainda diferencia influenciadores e jornalismo, destacando que os primeiros não seguem um código de ética nem respondem institucionalmente pela veracidade de suas afirmações da mesma forma.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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