São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Washington e Pequim avaliam canal direto para crises envolvendo IA

Proposta prevê comunicação em tempo real sobre falhas graves e episódios de segurança nacional capazes de elevar tensões entre as potências.

Washington e Pequim avaliam canal direto para crises envolvendo IA
Foto: wildpixel/iStock

Estados Unidos e China iniciaram negociações para estabelecer um canal direto de comunicação sobre incidentes de inteligência artificial. A proposta prevê avisos em tempo real sobre falhas técnicas graves e episódios críticos de segurança nacional, com o objetivo de reduzir o risco de mal-entendidos entre Washington e Pequim.

O tema deve ser discutido nesta semana pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping. A iniciativa integra o diálogo bilateral sobre inteligência artificial e avança enquanto a indústria recebe alertas sobre os riscos associados a modelos avançados.

“Achamos que, como em qualquer atividade transfronteiriça, sair do opaco para mais transparência entre a potência número um e a número dois em IA no mundo é muito importante”, afirmou Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, em entrevista coletiva.

Segurança e disputa tecnológica

Relatos divulgados nas últimas semanas colocaram em dúvida as proteções disponíveis nos sistemas atuais. Funcionários da Anthropic mencionaram riscos extremos em ferramentas de ponta, ampliando a discussão sobre os limites do desenvolvimento da tecnologia.

Executivos da OpenAI e da Anthropic defendem uma desaceleração das pesquisas para a criação de normas de segurança. Donald Trump se opõe à suspensão dos trabalhos, sob o argumento de que os Estados Unidos não podem perder a vantagem na corrida tecnológica. “Quem vencer a IA, vence!”, disse o presidente.

Especialistas do mercado defendem a aplicação de leis de responsabilidade e cibersegurança que já estão em vigor. Jensen Huang, CEO da Nvidia, criticou a criação de novas regras consideradas alarmistas e afirmou que as normas existentes deveriam ser aplicadas antes da adoção de outras.

Fundadores de plataformas de código aberto, entre eles Thomas Wolf, da Hugging Face, alertam que a busca por supremacia tecnológica prejudica a cooperação internacional. Em paralelo, os Estados Unidos mantêm barreiras para restringir o acesso chinês a chips avançados.

A negociação do canal ocorre, portanto, em meio a divergências sobre regulação, segurança e concorrência. A proposta busca criar uma via de comunicação entre os dois governos enquanto a disputa comercial e tecnológica permanece acirrada.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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