São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Integração de moedas digitais do BRICS enfrenta entraves políticos e técnicos

Proposta do banco central indiano será discutida em setembro, mas baixa adoção e tensões entre integrantes dificultam o avanço.

Integração de moedas digitais do BRICS enfrenta entraves políticos e técnicos
Foto: Imagem criada por inteligência artificial: Grok/Olhar Digital

A baixa adoção das moedas digitais emitidas por bancos centrais e as diferenças entre os sistemas financeiros estão entre os obstáculos à proposta da Índia de conectar essas moedas no BRICS. O plano pretende facilitar pagamentos transfronteiriços e acelerar o comércio entre os integrantes, mas também depende de avanços políticos.

A iniciativa deverá ser discutida na cúpula do grupo, marcada para 12 e 13 de setembro, em Nova Délhi. O Reserve Bank of India (RBI), banco central da Índia, apresentou a ideia de ligar as moedas digitais oficiais dos países do bloco.

As discussões também envolvem a necessidade de maior confiança entre Índia e China e as relações entre Irã e Emirados Árabes Unidos. Uma das fontes afirmou que os Emirados Árabes Unidos cortaram vínculos financeiros com o Irã. Outra avaliou que uma conexão financeira mais profunda entre Índia e China exigiria confiança maior entre os dois países.

Proposta e limites

O plano se apoia em uma declaração aprovada na cúpula do BRICS de 2025, realizada no Rio de Janeiro. Na ocasião, os países defenderam a interoperabilidade de seus sistemas de pagamento para tornar mais eficientes as transações entre fronteiras.

O grupo reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de outros países parceiros.

A Índia não pretende substituir o dólar com a iniciativa. O objetivo declarado é tornar os pagamentos internacionais mais fáceis e rápidos. Antes de uma eventual conexão das moedas digitais, os países também precisariam criar mecanismos de troca de moedas para administrar desequilíbrios comerciais.

Discussões anteriores sobre mecanismos compartilhados de pagamentos avançaram pouco. A Índia também já interrompeu uma proposta da Alipay+ para conectar a plataforma ao seu sistema de pagamentos instantâneos em operações internacionais, devido a preocupações de segurança nacional relacionadas aos vínculos da empresa com a China.

O BRICS ainda discutiu alternativas a pagamentos baseados no dólar, incluindo uma proposta brasileira de criação de moeda comum, que não avançou. A cúpula de Nova Délhi deverá mostrar quanto os integrantes estão dispostos a avançar na integração de seus sistemas diante dos entraves políticos e técnicos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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